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“É melhor uma má tática em que todos acreditam do que uma boa tática em que só metade acredita”

André Lima fala da experiência que está a viver no Domus Nostra

Está feliz aqui em Portomar no Domus Nostra?
Estou feliz no Domus, até porque estou onde me sinto bem. Eu estive cinco anos sem competição, o meu trabalho agora está ligado à formação de futebol e de futsal, mas de futsal sem competição. E este foi um desafio bom. Eu já costumava estar com as pessoas do Domus Nostra, vim durante três anos seguidos à Gala e já havia havido abordagens, mas não um convite formal, mas depois fiquei a saber que da parte deles nunca lhes passou pela cabeça que eu iria aceitar, por isso é que nunca convidaram formal­mente. E o pai de um dos meus atletas dos Sub-17, que é muito meu amigo, abordou-me. Começou a falar se não queria trei­­nar os miúdos ou os seniores. Fui pai há pouco tempo, estou a desfrutar depois de mui­tos anos fora, estou junto à praia, estou a aproveitar muito bem esta fase da minha vida e tirar tempo da família para dar ao futsal, fez-me pensar duas vezes. Mas depois, quando comecei, as coisas correram bem.

E regressou à competição...
Na altura que comecei a dar o treino, tive de começar a recor­dar, outra vez, as informações que tinha aprendido pela ausência de competição. Por acaso, tinha tirado um curso em agosto em Aveiro e peguei nesta equipa em setembro. Isso também fez com que eu, com o curso e esta parte prática fosse tudo mais rápido. E hoje sinto-me mais confortável do que eu me sentia no início, mesmo em termos de vocabulário a utilizar. Estamos todos mais confortáveis e também daí a minha felicidade.

E daí também o segredo da “dobradinha”? O crescimen­to em conjunto?
Há uma coisa que escrevi e volto a dizer: quando cheguei aqui nem sabia o nome deles e hoje eu conheço-os por campeões. Do nada, sem ninguém se aperceber, nós fomos for­man­do uma equipa. Eu lembro-me do primeiro jogo que fiz com eles, que foi um amigável em Barrô, tínhamos um mês de trabalho e ganhámos. Cá fora, os pais estavam agradecidos e que nunca tinham vis­to os filhos a jogar assim. E eu virei-me para eles, mas disse de coração, “não sei que jogo é que vocês viram porque eu vou sair daqui mais preocupado do que entrei”. Foi a saída que tive, mas era a verdade, apesar de estarem todos entusiasmados, na minha ideia eu tinha aqui muito trabalho para fazer.

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Março 26, 2026 . 10:03

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