
“É melhor uma má tática em que todos acreditam do que uma boa tática em que só metade acredita”
Está feliz aqui em Portomar no Domus Nostra?
Estou feliz no Domus, até porque estou onde me sinto bem. Eu estive cinco anos sem competição, o meu trabalho agora está ligado à formação de futebol e de futsal, mas de futsal sem competição. E este foi um desafio bom. Eu já costumava estar com as pessoas do Domus Nostra, vim durante três anos seguidos à Gala e já havia havido abordagens, mas não um convite formal, mas depois fiquei a saber que da parte deles nunca lhes passou pela cabeça que eu iria aceitar, por isso é que nunca convidaram formalmente. E o pai de um dos meus atletas dos Sub-17, que é muito meu amigo, abordou-me. Começou a falar se não queria treinar os miúdos ou os seniores. Fui pai há pouco tempo, estou a desfrutar depois de muitos anos fora, estou junto à praia, estou a aproveitar muito bem esta fase da minha vida e tirar tempo da família para dar ao futsal, fez-me pensar duas vezes. Mas depois, quando comecei, as coisas correram bem.
E regressou à competição...
Na altura que comecei a dar o treino, tive de começar a recordar, outra vez, as informações que tinha aprendido pela ausência de competição. Por acaso, tinha tirado um curso em agosto em Aveiro e peguei nesta equipa em setembro. Isso também fez com que eu, com o curso e esta parte prática fosse tudo mais rápido. E hoje sinto-me mais confortável do que eu me sentia no início, mesmo em termos de vocabulário a utilizar. Estamos todos mais confortáveis e também daí a minha felicidade.
E daí também o segredo da “dobradinha”? O crescimento em conjunto?
Há uma coisa que escrevi e volto a dizer: quando cheguei aqui nem sabia o nome deles e hoje eu conheço-os por campeões. Do nada, sem ninguém se aperceber, nós fomos formando uma equipa. Eu lembro-me do primeiro jogo que fiz com eles, que foi um amigável em Barrô, tínhamos um mês de trabalho e ganhámos. Cá fora, os pais estavam agradecidos e que nunca tinham visto os filhos a jogar assim. E eu virei-me para eles, mas disse de coração, “não sei que jogo é que vocês viram porque eu vou sair daqui mais preocupado do que entrei”. Foi a saída que tive, mas era a verdade, apesar de estarem todos entusiasmados, na minha ideia eu tinha aqui muito trabalho para fazer.
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