
Instituto Pedro Nunes reforça apoio ao setor vitivinícola
O Instituto Pedro Nunes (IPN), através do seu Laboratório de Fitossanidade (FITOLAB) está a disponibilizar serviços especializados de diagnóstico para a vinha de modo a poder apoiar produtores e técnicos na deteção precoce de doenças que colocam em causa a produtividade e a sustentabilidade do setor.
A iniciativa surge num contexto global onde pragas e doenças são responsáveis pela perda de uma fatia considerável da produção agrícola mundial, com impactos particularmente severos na viticultura europeia.
«O cenário atual do setor enfrenta ameaças críticas, como a Flavescência Dourada, capaz de reduzir a produtividade em níveis superiores a 90%, ou o patógeno emergente Xylella fastidiosa», refere, em comunicado, o IPN, adiantando que «perante estes desafios, o IPN atua como um parceiro estratégico ao fornecer suporte técnico e análises laboratoriais que permitem identificar agentes patogénicos de forma célere».
«A intervenção precoce viabilizada por estes diagnósticos é fundamental para travar a propagação de doenças e garantir a preservação do potencial produtivo das explorações», continua o IPN, cuja oferta tecnológica abrange a deteção de um vasto espetro de organismos que afetam a videira, desde bactérias e fitoplasmas até fungos do lenho e podridões radiculares.
«Ao recorrer a estas análises, os produtores conseguem basear as suas decisões agronómicas em dados laboratoriais rigorosos, o que resulta numa gestão mais eficaz das culturas, na redução de custos com tratamentos desnecessários e na implementação de estratégias mais sustentáveis para o ecossistema agrícola».
O Laboratório de Fitossanidade do IPN é o primeiro nacional acreditado nesta área e detém o reconhecimento oficial da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) para o diagnóstico de doenças reguladas de plantas.
«Esta valência reforça o papel do Instituto Pedro Nunes enquanto instituição de interface tecnológica de referência, dedicada a transferir conhecimento científico para o mercado e a apresentar soluções concretas para os desafios reais da indústria e da agricultura», remata.











