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Foram libertados os detidos na operação anticorrupção das luzes de Natal

O MP não pediu medidas de coação restritivas da liberdade. Recorde-se que a PJ efetuou buscas na Câmara da Figueira da Foz.

Os quatro arguidos detidos na operação “Lúmen”, que investiga alegados crimes económicos em contratos para a instalação de luzes de Natal, foram hoje libertados, ficando a conhecer na terça-feira as medidas de coação, indicou fonte judicial.

“Os quatro arguidos foram colocados em liberdade porque o Ministério Público [MP] promoveu medidas de coação não privativas da liberdade. Nesse sentido, o juiz de instrução criminal entendeu libertá-los. Regressam na terça-feira ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto para conhecerem as medidas de coação”, explicou a fonte à agência Lusa.

A mesma fonte adiantou que o MP promoveu, no caso do secretário-geral da Câmara Municipal de Lisboa, Alberto Laplaine Guimarães, um dos arguidos neste processo, a suspensão de funções, assim como a proibição de se deslocar às instalações da autarquia, ou de contactar com os trabalhadores do município e restantes arguidos no processo.

A Polícia Judiciária deteve na terça-feira quatro pessoas suspeitas dos crimes de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio, abuso de poder e associação criminosa, relacionados com o fornecimento e instalação de iluminações festivas.

A investigação da Polícia Judiciária (PJ) e MP do Porto, que efetuou buscas nas câmaras da Maia, Figueira da Foz, Viseu, Trofa, Ovar, Póvoa de Varzim, Lamego, Feira, Tavira e Lisboa, detetou que, em várias adjudicações ou consultas de mercado, apareciam diversas vezes as mesmas empresas concorrentes.

Segundo o Jornal de Notícias, além da Castros Iluminações, surgiam as firmas Festiluz e Programa de Festas.

 

Março 22, 2026 . 15:00

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