Sete dias por semana
Justiça. Sem discutir o seu teor, a decisão judicial, revelada esta semana pelo Diário de Coimbra, que anulou a absolvição da ADFP e de Jaime Ramos no processo ligado à construção do Templo Ecuménico revela o estado a que chegou o nosso sistema judicial. Os factos que estão em causa neste processo já têm mais de 13 anos e, tendo em conta estes últimos desenvolvimentos, o seu desfecho está longe de ver a luz do dia. Se juntarmos o facto de José Sócrates, também esta semana, ter sido representado por três advogados distintos no mesmo dia, percebemos a urgência numa verdadeira reforma na Justiça.
2. Corrupção. Mesmo sem diretor nomeado (o impasse já dura há um mês), a Polícia Judiciária terá desmantelado um esquema de corrupção que envolvia vários municípios portugueses e uma empresa que se dedicava à instalação de iluminações festivas. Esquemas que minam constantemente a economia portuguesa e que – já se percebeu – conseguem facilmente contornar as leis e regulamentos que, afinal, só servem mesmo para complicar a vida aos empreendedores.
3. Política. Politicamente, a semana local ficou marcada pela nomeação, por parte de Ana Abrunhosa, do candidato do ADN para um lugar de assessoria dos SMTUC. Uma escolha da autarca que terá sido criticada por alguns socialistas que, desde que Abrunhosa foi escolhida para ser candidata, têm dificuldade em perceber que para a presidente da Câmara de Coimbra o cartão de militante não é um “salvo conduto”. O mesmo PS, aliás, que esta semana veio a público colocar em causa a capacidade de Helena Teodósio acumular as suas funções na região com o prestigiante lugar no Comité das Regiões. Diz o povo, sabiamente, que às vezes mais vale estar calado.
4. Médio Oriente. No panorama internacional, os últimos dias foram marcados pelas promessas – quer de Donald Trump quer de Benjamin Netanyahu – de um fim rápido de uma guerra que já se prolonga há quatro semanas. Promessas que visam acalmar os mercados mas que, tendo em conta a pouca ou nenhuma credibilidade de ambos, não surtiram qualquer efeito. O resultado é um aumento significativo do preço de muitos bens essenciais numa espiral sem fim à vista.
5. Queima das Fitas. Já faltam menos de dois meses para a Queima das Fitas e esta semana ficou marcada pelas longas filas dos estudantes para a compra dos primeiros bilhetes gerais. Ao mesmo tempo, começam a ser divulgados os primeiros nomes dos artistas que vão subir ao palco da Praça da Canção naquela que é a maior festa académica do país. Um ambiente único que começa já a ser sentido pelas ruas da cidade.
6. Academia. No sentido oposto do que deve ser o ambiente estudantil, soube-se esta semana que um conjunto de mensagens xenófobas e racistas partilhadas por vários estudantes em grupos de Whatsapp foram remetidas para o Ministério Público. Um episódio lamentável num ambiente académico que tem de ser de liberdade mas também de tolerância e de respeito mútuo.
7. Futebol. Numa semana em “grande” no futebol nacional (Sporting, FC Porto e Braga apuraram-se para os quartos de final das principais provas europeias), a Académica deu um importante passo na luta pela subida de divisão. Os estudantes derrotaram o Mafra (que era à partida da época um dos principais candidatos à subida) por 2-0 e subiram ao topo da classificação. Uma palavra especial para os mais de seis mil adeptos presentes, numa moldura humana superior a muitos dos jogos de I Liga disputados no passado fim de semana. Amanhã, a Briosa joga na Trofa.|








