Rio Acima Sem Motor
Depois da impensável ideia de expandirmos a Baixa também para a margem esquerda do Mondego, entre as pontes de Santa Clara e do Açude, com a ‘desejada’ construção de torres residenciais – até aparenta que fazer cidade não implica a defesa dos territórios ribeirinhos enquanto zonas verdes, de que o Parque Manuel Braga é precursor e paradigma –, ouve-se agora o novo intento camarário, absolutamente inacreditável, de deslocalização do aquartelamento da GNR para, a propósito da revisão do PDM, se dedicar o vasto espaço (a cidade deveria exigir, aproveitando as potencialidades, o regresso, ali, de uma unidade da Guarda de expressão regional) à construção de habitação. Se não pusermos travão a tão desvairados propósitos autárquicos, parece estar a abrir-se um novo tempo para os ‘patos bravos’, nos seus reluzentes mercedes, tomarem conta do urbanismo de Coimbra.
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