
Ançã presta homenagem ao notável Augusto Abelaira
Nascido em Ançã, a 18 de março de 1926, e falecido em Lisboa, a 4 de julho de 2003, Augusto Abelaira foi um notável escritor que ocupou um lugar singular na literatura portuguesa, na segunda metade do século XX. Foi romancista, dramaturgo, cronista, ensaísta e tradutor e, acima de tudo, um intelectual atento ao seu tempo. Cem anos depois do seu nascimento, a terra natal - Ançã -, prestou-lhe a devida homenagem, com a abertura da Exposição “Augusto Abelaira – escritor”, no antigo GTL, Fonte, na vila histórica de Ançã.
«Celebrar o centenário de Augusto Abelaira é celebrar a literatura como espaço de liberdade, pensamento e reinvenção. É homenagear e reconhecer uma das vozes mais subtis, inteligentes e singulares da literatura portuguesa do século XX», referiu, na ocasião, Pedro Cardoso, vice-presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, anunciando que este momento marca também um vasto programa de iniciativas culturais em torno desta figura incontornável da literatura e cultura portuguesa.
Luísa Aguiar, da Patrimonium, secção do Novo Rumo, entidade que organizou a exposição, apresentou os vários momentos, com destaque para o espólio do escritor patente na exposição.
O representante da Junta de Freguesia de Ançã, Luís Malva, enalteceu o trabalho da Patrimonium e destacou a importância desta exposição para conhecer a obra do escritor ançanense.
Benjamim Sagradas e Lurdes Geria, do grupo de Teatro Novo Rumo, leram textos do autor, animando a sessão que culminou com a projecção de uma entrevista a Augusto Abelaira.
Licenciado em Histórico-Filosóficas, Augusto José Freitas Abelaira, além da carreira literária, foi jornalista e desempenhou cargos públicos de responsabilidade, como director adjunto de programas da RTP, membro do Conselho de Imprensa e do Conselho de Comunicação Social. Foi diretor de importantes publicações, como a Seara Nova ou a Vida Mundial e foi presidente da Associação Portuguesa de Escritores. Ativista político, subscreveu manifestos contra a ditadura, sendo preso duas vezes pela PIDE.
A exposição, garante a organização, «é uma oportunidade para conhecer melhor a obra deste grande vulto da literatura e cultura portuguesa, uma figura ímpar da galeria de personalidades do concelho».









