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“Fado vadio” e almoço ajudam a construir lar na Carapinheira

Iniciativa está marcada para o próximo domingo e inclui um programa de visitas guiadas à obra, para que a comunidade se possa inteirar do andamento dos trabalhos

A primeira fase, do erguer paredes e restantes componentes de alvenaria, está pronta, mas faltam todos os acabamentos, interiores e exteriores, e só lá para abril ou maio será possível ter uma ideia concreta relativamente à data de inauguração. Falamos da Estrutura Residencial para Pessoas Idosas Nossa Senhora das Dores, uma obra promovida pelo Centro Social e Paroquial da Carapinheira, que faz falta à freguesia e vai disponibilizar 40 camas.

Um investimento que sofreu alguns atrasos, devido à «recorrente falta de mão de obra», explica Vítor Travassos, da Direção, e também às condições climatéricas adversas que, além de impedirem o prosseguimento dos trabalhos, designadamente a tempestade Kristin, que fez “voar” todos os painéis solares, o que representa «mais um prejuízo» para o Centro Paroquial e reforça a necessidade de angariar verbas.

O investimento global, já com trabalhos a mais incluídos, deverá, segundo o responsável, ascender aos dois milhões e 200 mil euros e, apesar do apoio do programa PARES 3.0, «não chega», o que levou a instituição a promover os mais variados eventos para recolha de fundos. O próximo está marcado para domingo. Trata--se do “Fado Vadio ao almoço”, que conta com a participação de vários fadistas amadores da Carapinheira, como Joaquim Caldeira, José Robim e Armindo Cadima, que vão animar a refeição. As inscrições podem ser feitas até sábado e têm um preço de 15 euros por pessoa. Um valor que, não sendo elevado, representa um contributo sólido. «Grão a grão vamos enchendo o saco», diz Vítor Travassos que, contas feitas, aponta a necessidade de 500 mil euros para o termino da obra.

O evento inclui a realização de visitas guiadas, em grupo, à obra, que começou a ser erguida em fevereiro de 2024. Uma ideia que o Centro Social e Paroquial considerou interessante, para «permitir que toda a comunidade possa tomar conhecimento da realidade que está ali, hoje», pois «há muitas pessoas que, apesar de saberem que a ERPI está a ser construída, não conhecem a dimensão do trabalho que está a ser feito», adianta. As visitas estão programadas para as 10h30, 11h30, 15h30 e 17h00.

Vítor Travassos teme que possa haver mais atrasos na empreitada, tendo em conta as muitas intervenções em curso em toda a região, que procuram resolver os problemas de destruição criados pelos temporais e que também se refletem na disponibilidade de material e de equipamentos no mercado, nomeadamente camas, que são necessários para marcar a data de inauguração da Estrutura Residencial de Nossa Senhora das Dores. Por isso mesmo, considera que só dentro de dois meses será possível perspetivar a data de inauguração do equipamento.

Mais eventos e venda de arroz-doce

Depois deste almoço ao som do fado, o Centro Paroquial já tem previstas mais iniciativas, também para reunir fundos destinados ao lar. Assim, a 19 de abril há uma caminhada, 17 de maio uma feira solidária, 28 de julho o almoço dos avós, a 19 de setembro uma noite de fados, para o dia 18 de outubro está previsto o festival de sopas e no dia 21 de novembro as comemorações do aniversário do Centro Social e Paroquial.

Em paralelo, continua a confeção e venda de arroz-doce, com as próximas edições previstas para 4 de abril, véspera da Páscoa, 17 de maio, 26 de julho, 19 de setembro, 21 de novembro e 24 e 31 de dezembro.

Março 19, 2026 . 09:30

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