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Fonseca Antunes: “Sonho? Ter uma pista para treinar na Figueira da Foz”

Entrevista da Semana | Com décadas ligadas ao atletismo, técnico do SUO-Vais destaca o bom momento da modalidade e aponta uma nova geração cheia de potencial. Pupilos “irmãos” Silva, Gustavo Pereira e Samuel Amaro “têm muito para dar” e podem pensar em “Jogos Olímpicos”

Diário de Coimbra Como é que vê o atletismo a nível nacional e distrital?
Fonseca Antunes A nível distrital nos últimos anos, o distrito de Coimbra tem feito uns excelentes resultados e têm aparecido aqui ele e atletas de altíssimo recorte, como é o exemplo do Samuel Amaro, há uma série de atletas ao mais alto nível nacional. Portanto, o atletismo em Coimbra está a viver bons momentos. A nível nacional, vamos fazendo medalhas, vamos competindo cada vez mais em mais setores. Os saltos quase que não existiam nas seleções nacionais e agora temos o Pichardo, tivemos o Nélson Évora, “varistas” a fazer resultados interessantes e no salto em comprimento também. Até nos lançamentos já temos medalhas internacionais, algo que não se pensava que há 20 anos fosse possível acontecer e hoje temos um atletismo mais global e apanhar todas as disciplinas, todas as vertentes do atletismo, portanto penso que estamos muito bem.

Irmãos Silva, Gustavo Pereira e Samuel Amaro. Presente e futuro destes atletas?
São jovens, muito jovens, a Mariana tem 15 anos, a Mónica tem 16, o Leonardo tem 17, o Gustavo Pereira fez 19 a semana passada e o Samuel Amaro tem 15 anos. São atletas interessantíssimos e não é por acaso que estes cinco são internacionais e já com conquistas lá fora. Portanto, nos Jogos Europeus da Juventude do ano passado, os irmãos Silva fizeram dois “bronzes” e uma prata. Nos Mundiais de 2024, Gustavo Pereira assegurou-se campeão mundial de juniores. E nos Jogos da CPLP em 2025, Samuel Amaro ganhou a prova de salto e cumprimento. Portanto, são atletas que já com marcas que são de algum valor internacional.

E até onde é que podem ir?
Pois, isso é uma pergunta difícil. Nenhum deles pensa que é um produto adiantado em termos biológicos. Penso que têm muito para dar ao atletismo. E é preciso é que saibam equilibrar a vida, o quotidiano, as carreiras académicas com os seus períodos de diversão com a prática desportiva e com o treino. Se conseguirem uma boa conjugação, com certeza que serão atletas para fazerem seleções como o Gustavo Pereira e, pensarem, quiçá, nos Jogos Olímpicos.

 

Leia a Entrevista da Semana completa, amanhã (dia 19), na edição impressa e no site do Diário de Coimbra

Março 18, 2026 . 21:45

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