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A formação: o Colapso Silencioso do SNS

Março 15, 2026 . 11:30
"Para reorganizar não se começa pelo hospital. Começa-se pela comunidade. Começa-se por garantir que cada português tem um médico de família" | Leia o artigo de Américo Figueiredo, professor catedrático da Faculdade de Medicina da UC

O Serviço Nacional de Saúde não está a morrer de um golpe súbito. Está a definhar por erosão da sua base. E essa base é o lugar onde se decide o destino do todo: os Cuidados de Saúde Primários.

Utilizo a metáfora de “chapéu de contenção”. A sua função é proteger. Absorver o impacto. Filtrar. Resolver. Quando falha - porque faltam médicos de família para mais de um milhão e seiscentos mil portugueses — a chuva entra em caudal. Inunda o hospital, desfoca-lhe a missão, consome-lhe os recursos e afoga-lhe os profissionais.

A qualidade não desaparece por decreto. Ela abandona o edifício, um profissional de cada vez, até que um dia olhamos para dentro e já não reconhecemos o SNS que um dia nos orgulhámos de ter

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