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Condeixa mantém viva a memória do combate de Casal Novo

215 anos depois da sangrenta batalha, Município e Grupo de Reconstituição Histórica evocam o momento e a memória dos heróis que perecerem em combate

«A liberdade não é um dado adquirido», antes exige a luta e a «resistência» do povo português em «vários momentos da sua história». As invasões Francesas foram um desses momentos, recordou Liliana Pimentel, presidente da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova nas cerimónias comemorativas da Batalha de Casal Novo, que ocorreu a 14 de março de 1811. 215 anos depois, o Município e o Grupo de Reconstituição Histórica de Condeixa, recordaram a sangrenta batalha, com dois momentos, um primeiro nos Paços do Concelho, com o hastear da Bandeira Nacional, ao som do Hino Nacional, e um segundo em Casal Novo, o local da batalha, onde foram homenageados os mortos em combate, com a deposição e uma coroa de flores e uma breve oração.

Uma guerra com mais de 200 anos que fez Liliana Pimentel recordar os conflitos que atualmente marcam o mundo, em particular a «agressão à Ucrânia», como sinais evidentes de que «a paz é um edifício frágil, que exige uma vigilância constante».

«Tal como em 1811, assistimos hoje ao semear da morte, à tragédia de famílias deslocadas, à destruição de vilas e cidades, mas também ao heroísmo de quem procura defender a sua casa. A lição de Casal Novo é a de que a sede de liberdade é inextinguível, mas o curso dessas liberdade é demasiadas vezes, o sangue dos justos», afirmou Liliana Pimentel, que pela primeira vez presidiu, como líder do executivo camarário, às cerimónias.

Uma oportunidade para homenagear os mortos, mas também para falar sobre o presente e afirmar Condeixa-a-Nova «como terra e como gente de paz, de acolhimento e de esperança». Reforçou a autarca.

Março 14, 2026 . 14:15

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