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Autarca pede “intervenções urgentes” para requalificação do Mosteiro de Semide

José Miguel Ferreira salientou intenção de dar “novas vidas” ao edifício e de dignificar as condições em que o CEARTE e o Lar de Jovens de Santa Maria de Semide ali operam

O presidente da Câmara Municipal de Miranda do Corvo, José Miguel Ferreira, alertou, ontem, para a necessidade de «intervenções urgentes» no Mosteiro de Semide, que permitam «abrir novas portas e novas vidas» no edifício, sem esquecer a valorização e dignificação dos projetos ali instalados, nomeadamente o Lar de Jovens de Santa Maria Semide, da Cáritas Diocesana de Coimbra, e um polo do Centro de Formação Profissional para o Artesanato e o Património (CEARTE).

«Estarmos à procura destas novas vidas para o edifício obriga-nos também a valorizarmos e dignificarmos aqueles que cá continuam a operar», salientou José Miguel Ferreira, durante a visita da secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Clara Marques Mendes.

Em declarações ao Diário de Coimbra, o autarca destacou a importância das duas instituições, até na manutenção da dinâmica do mosteiro. «É assim que temos conseguido dar vida a este edifício e mantê-lo como está, ainda assim, com alguma qualidade. Fazemos aqui um trabalho social muito importante e também um trabalho na área da formação muito relevante», sublinhou, explicando que a visita teve também intenção de encontrar forma «de ajudar as duas instituições, de maneira a elas darem ainda mais qualidade àquilo que é o trabalho que aqui fazem, valorizando o que existe para, depois, também, abrir portas a novos projetos».

Numa ala do mosteiro está instalado o Lar de Jovens de Santa Maria de Semide - que acolhe cerca de 25 rapazes -, espaço que, devido à passagem da tempestade Kristin, sofreu danos avultados nas janelas. Necessária é também a requalificação das casas de banho, salientam os responsáveis, com Manuel Antunes, presidente da Cáritas de Coimbra, a indicar que dinheiro até há, mas o facto de se tratar de um edifício do Estado e classificado, levanta dificuldades.

«Precisa efetivamente de uma intervenção», referiu a secretária de Estado, lembrando que haverá um programa especial de intervenções para casas de acolhimento.

Na parte do CEARTE, os responsáveis deram conta de que a zona de oficinas está na fase final de aquisição e instalação de equipamentos, existindo um projeto de requalificação, que esteve equacionado para o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A ideia é aproveitar esse mesmo projeto e avançar com candidatura ao Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR).

A terminar a visita ao mosteiro, a secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão deixou «o compromisso» de transmitir às várias áreas governativas em causa, para definir estratégias que possam ajudar o centro de formação, a resposta social «e valorizar também não só as respostas mas todo o edificado fabuloso».

A visita continuou na Fundação ADFP e terminou na Câmara Municipal com representantes de IPSS. |

“Temos muito

orgulho nas

instituições”

«A área social é muito importante para o nosso concelho», realçou José Miguel Ferreira, lembrando que a primeira Casa do Gaiato foi fundada em Miranda do Corvo. O autarca destacou ainda a particularidade de representantes das IPSS e a secretária de Estado Clara Marques Mendes «trocarem impressões e perspetivas sobre a área social. «Temos muito orgulho nas instituições que temos», concluiu o autarca.

Março 14, 2026 . 11:00

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