
Diogo Carmona considera "especial" a participação nos Paralímpicos de Inverno
O snowboarder português Diogo Carmona considerou hoje muito “importante” e “especial” a sua participação nos Jogos Paralímpicos de Inverno, mas admitiu que o 18.º lugar na prova de banked slalom SB-LL2 ficou aquém do esperado.
“Foi um momento muito importante e especial. Ainda estou a digerir o facto de ser um atleta paralímpico. O resultado não foi o que estava à espera, creio que poderia ser melhor”, afirmou o atleta, em declarações divulgadas pelo Comité Paralímpico de Portugal.
O atleta, que perdeu parte da perna esquerda em 2019 depois de ter sido atropelado por um comboio, considerou que mais importante do que o resultado foi “todo o percurso feito”, que classificou como “o culminar de todo um progresso”.
Diogo Carmona, que se tornou o primeiro português a competir em Jogos Paralímpicos de Inverno, admitiu que a antecipação da prova, inicialmente agendada para sábado, pode ter feito alguma diferença.
“A antecipação da prova deu-me menos um dia de treino, fez diferença, se bem que já estava pronto e tentei não ser afetado por essa decisão”, afirmou, acrescentando: “Estas duas descidas foram uma aprendizagem, o trabalho de três anos culminou nestas duas descidas”.
Por seu lado, o chefe da missão portuguesa aos Jogos Paralímpicos Milão-Cortina, Pedro Flávio, considerou que “todos devem estar orgulhosos do resultado”, lembrando a importância da estreia nacional na competição.
“Esta estreia é um sinal de que podemos continuar a trabalhar no desporto adaptado de inverno”, disse, garantindo que “o próximo passo será investir na identificação de mais atletas e mostrar às entidades que gerem o desporto que a aposta é segura”.
Diogo Carmona terminou na 18.ª posição a prova de banked slalom SB-LL2 dos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina2026, conquistada pelo italiano Emanuel Perathoner, que já tinha arrecadado o ouro na competição de cross.











