
Moção acusa APA e reclama intervenções na Ereira
Durante dias e dias, Ereira foi uma “ilha” no rio Mondego e notícia diária nos meios de comunicação. A subida das águas do rio inundou todos os acessos e a vida nesta aldeia do concelho de Montemor-o-Velho passou a ser feita com recurso a embarcações. Sempre que o Mondego sobe, a preocupação das populações cresce também, porque há promessas para mudar este rumo da história que nunca foram cumpridas. E é isso mesmo que lembra a Assembleia Municipal de Montemor-o-Velho que, na sua última sessão, aprovou duas moções por unanimidade a apelar a respostas pela Ereira.
Numa das moções, apresentada pelo deputado socialista Fernando Curto, recorda-se que as cheias que afetam a Ereira «não são fenómenos inevitáveis da natureza», mas, em grande parte, «resultado direto da falta de manutenção, da ausência de dragagens, da degradação dos diques e da incapacidade para garantir uma gestão preventiva e eficaz das linhas de água». Quem falha, acusa a moção, é a Agência Portuguesa do Ambiente, «responsável por estas estruturas», que «tem falhado na prevenção e na resposta», e o Ministério do Ambiente e Energia, que «tem permitido que esta situação se arraste». «A Ereira merece segurança«, lê-se ainda no documento, que «exige» um «plano de intervenção urgente, dragagens imediatas, reforço dos diques, limpeza dos canais e um calendário claro para as obras estruturantes».
«A Ereira não quer discursos, quer soluções, não quer visitas, quer obras, não quer promessas, quer compromisso», lê-se ainda na moção aprovada por unanimidade.
Num outro documento, igualmente unânime na votação, é o presidente da Junta da Ereira, Nelson Carvalho, que ao recordar aquele que foi «um dos momentos mais difíceis da história recente» da Ereira, faz questão de mostrar «gratidão» aos tantos que, nestes dias, estiveram envolvidos no apoio às populações, «numa demonstração de solidariedade e serviço público»: Exército Português, marinha, fuzileiros, bombeiros, GNR, proteção civil, Câmara Municipal, equipas técnicas e muitos voluntários.
«A Ereira não esquecerá», refere.











