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Andebol está no ADN e há uma bela experiência que adorou nas seleções

Sandro Gomes recorda trajeto que trilhou no andebol até agora

Como recorda o início de carreira aqui nas equipas da região?
Eu começo na Académica, a treinar as iniciadas femininas. Entretanto, não havia meios de pagamento e surgiu uma proposta da Casa do Povo da Vacariça. Nós tivemos uma reunião, apresentaram a possibilidade de ficar com dois escalões de formação, minis e infantis. Eu posso dizer que não aceitei logo, fui conhecer as condições e fiquei completamente estupefacto com aquilo que ofereciam. Na altura, e isto já não se vê em lado nenhum, os miúdos iam treinar e só tinham de levar as sapatilhas, os equipamentos de treino eram lavados no fim do treino, tinham direito a tudo, até a lanche no fim do treino. E para além disto, quando eu lá cheguei para conhecer os atletas, tinha mais de 30 crianças para treinar naqueles dois escalões, o que era muita gente, não estava habituado a isso, nem na Académica tínhamos esse número de atletas. Criou-se ali uma ligação muito forte e duradoura, até porque eu estive lá 10 anos, acabei depois de começar a acumular funções. Posso dizer que ainda hoje desse grupo de minis e infantis, tenho dois atletas a jogar comigo nos seniores da Académica, o Gonçalo Melo e o Pedro Lopes.

Como começa a esta paixão pelo andebol?
Os meus pais praticavam andebol. O meu pai chegou a jogar na 1.ª Divisão. A minha mãe, quando eu comecei, jogava na Quinta das Flores. Eu e o meu irmão saíamos da Escola Eugénio de Castro, íamos a pé para a Quinta das Flores e fazíamos todos os treinos até ao treino da minha mãe. Nós depois ficávamos a ver o treino dela, mas passávamos ali pelos escalões de formação e voltávamos para casa à noite. Fui habituado também a ir ver os jogos do meu pai, que ele ainda jogava na altura. Acho que o último clube que ele representou foi o Lousanense, também jogou no Condeixa, agora não sei qual dos dois foi o último. Andebol está no ADN, completamente.

Esteve no SIR 1.º de Maio e na Juve Lis, pelo meio houve trabalho nas seleções nacionais. Gostou da experiência?
Sim, foi muito bom, adorei. Trabalha-se bem, conheci excelentes profissionais, consegui aprender muito e houve muito conhecimento que consegui extrair de lá. Quando fui para o 1.º de Maio já fui com o Miguel Catarino que estava nas seleções nacionais. Entretanto, o Miguel saiu das seleções e eu fiquei até no lugar dele, na altura, a trabalhar com a Ana Seabra. Eu já tinha o sumo do conhecimento do Miguel e fui beber também do conhecimento da Ana e foi muito bom para mim em termos de conhecimento. Cresci muito, em termos de preparação, trabalhei com preparadores muito bons, treinadores de guarda-redes, fisioterapeutas, fisiologistas. Deu para aprender muito e para montar aqui­lo que seria depois o meu percurso com o extrair do conhecimento que fui adquirindo nos planos de treino, na liderança, na exigência que se põe aos atletas e no controlo do que se faz daquilo que nós podemos controlar.

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Março 12, 2026 . 09:55

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