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Agrária cria estação para testar insetos contra plantas invasoras

Os projetos científicos desenvolvidos nesta infraestrutura são coordenados pela docente e investigadora Hélia Marchante, especialista em ecologia e gestão de espécies invasoras do Centro de Estudos em Recursos Naturais, Ambiente e Sociedade (CERNAS – ESAC/IPC)

A Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra (ESAC-IPC) inaugurou uma nova estação de quarentena para estudar e testar o uso de insetos contra plantas invasoras, revelou hoje aquela instituição de ensino superior.

Num comunicado, a ESAC defendeu que a instalação da nova estação de confinamento, ampliada e com mais-valias relativamente à anterior, reforça a capacidade científica nacional na luta contra as espécies invasoras.

Trata-se de uma “infraestrutura científica dedicada ao estudo e avaliação de agentes de controlo biológico de plantas invasoras, com condições para desenvolver testes com plantas invasoras terrestres (de que são exemplo as acácias, atualmente em floração) e aquáticas (como o jacinto-de-água)”.

Em condições controladas e seguras, os especialistas vão testar insetos candidatos a agentes de controlo biológico, avaliando a sua especificidade relativamente às espécies-alvo, os potenciais efeitos diretos sobre espécies nativas ou de interesse económico, a sua eficácia na redução das populações invasoras e a segurança ecológica de futuras libertações.

O espaço foi aprovado pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), garantindo “que todos os ensaios decorrem sob rigorosos padrões de confinamento, prevenindo qualquer risco de libertação acidental e assegurando elevados níveis de segurança biológica”.

De acordo com a ESAC, as espécies invasoras constituem uma das principais ameaças à biodiversidade, aos ecossistemas agrícolas e florestais e à própria economia, tornando o controlo biológico uma ferramenta crucial para uma gestão mais eficaz, sustentável e duradoura desta problemática.

“Ao contrário de abordagens exclusivamente mecânicas ou químicas, esta estratégia baseia-se na utilização de inimigos naturais altamente específicos, permitindo reduzir populações de espécies invasoras de forma continuada e com menor impacte ambiental”.

O desenvolvimento de alternativas ao controlo químico “é uma prioridade estratégica a nível nacional e europeu, podendo o controlo biológico promover soluções sustentáveis e de longo prazo para a gestão de plantas invasoras”.

Março 12, 2026 . 16:30

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