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Área Empresarial da Relvinha abre-se ao arrendamento

Medida aprovada visa apoiar empresários ou investidores que não tenham capacidade de aquisição

Os investidores que pretendam ter o seu espaço na Área Empresarial da Relvinha, mas sem possibilidades financeiras para o adquirir, podem agora arrendá-lo. A Assembleia Municipal de Arganil aprovou, por maioria (com abstenção da vereadora independente Sandra Duarte), a proposta do projeto de alteração do regulamento, da Área Empresarial da Relvinha, que dá essa hipótese aos empresários interessados.

«Uma das coisas que esta proposta traz é uma resposta de espaços de chave na mão para o arrendamento simples», explicou o presidente da Câmara de Arganil, Luís Paulo Costa. «Para quem estiver a iniciar um projeto empresarial, um esforço de investimento em instalações novas acaba por constituir um desincentivo e não é qualquer um que avança, à partida, para um investimento que só para espaço representaria um milhão de euros, só para o espaço mais pequeno», aventou o presidente da Câmara de Arganil, sublinhando que o que se concretiza com esta alteração é «abrir a possibilidade de espaços de arrendamento para empresas que pretendam por um lado, ter uma solução imediata e, ao mesmo tempo, também minimizar este impacto financeiro do investimento inicial».

A bancada do PS votou a favor, com Rodrigo Oliveira a declarar que «tudo o que represente medidas concretas para atrair investimento, criar emprego e dinamizar a economia do concelho merece o apoio da bancada do Partido Socialista». Ainda assim, recordou que ao longo dos anos o PS tem vindo a alertar para «a ausência de uma estratégia estruturada e consistente de captação de empresas para o concelho». «E essa ausência é hoje evidente nos resultados: passados vários anos, continuamos com apenas uma empresa instalada naquela zona industrial — empresa essa que já existia e que apenas mudou de localização», afirmou, lembrando que até hoje não se conhece «um documento orientador com metas, setores prioritários e públicos-alvo ou indicadores de desempenho».

«Onde está a aposta em soluções chave-na-mão, com pavilhões industriais já construídos e infraestruturados, prontos a receber empresas, modelo que vários concelhos do país utilizam com sucesso para reduzir barreiras à instalação?», questionou, frisando que uma zona industrial «não se afirma apenas com regulamentos aprovados». «É precisamente essa proatividade que sentimos não ter existido até agora», afirmou ainda.

«Temos todas as razões para afirmar que em matéria de estratégia em relação ao desenvolvimento do concelho, particularmente estratégia de desenvolvimento, será difícil encontrar alguém que tenha arrojado e investido tanto para criar as condições que são objetivamente necessárias, para atrairmos entidades, empresas, investimento e fixar pessoas no território», respondeu Luís Paulo Costa .

Sandra Duarte, admitindo que esta proposta se reveste de «inegável importância para o desenvolvimento económico do concelho», referiu, no entanto, que «a análise do regulamento evidencia também um conjunto de aspetos que merecem prudência, designadamente a intensidade do regime sancionatório, a rigidez de alguns mecanismos de reversão e a concentração de poderes decisórios no órgão executivo».

Março 10, 2026 . 08:27

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