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Empresas e empresários homenageados no Convento São Francisco

Na inovação, sustentabilidade, competitividade, estratégia, crescimento, expansão e produtividade assentam os pilares da excelência, que definem o tecido empresarial do território, homenageado pelo Diário de Coimbra, numa conferência realizada ontem no Convento de São Francisco

«Há sempre dinheiro para financiar bons projetos», garantiu Paulo Barradas, da Bluepharma, que desafiou os jovens a terem a «coragem» e «ambição» de avançar com novos investimentos, ontem, na Conferência de Homenagem às PME Excelência da Região Metropolitana de Coimbra (RMC).

Rede de apoio existe, garantiu Alexandra Vilela, responsável pelo COMPETE 2030, que destacou a «criatividade», os «projetos disruptíveis» como fortes candidatos ao investimento previsto de 840 milhões de euros do programa.

Ana Abrunhosa, presidente da Câmara de Coimbra, defendeu um «trabalho em rede», capaz de criar uma «região boa para as empresas» e atrativa para os investidores.

Já o empreendedor Pedro Santa Clara apontou a necessidade de uma aprendizagem contínua, de «aprender a aprender», e Adriano Callé Lucas, diretor do Diário de Coimbra, alertou para uma «reforma urgente» do sistema, que retire carga fiscal às empresas, simplifique processos burocráticos e agilize os licenciamentos.

Coube a Helena Teodósio, presidente da RMC, encerrar a sessão, apresentando um conjunto de dados que atestam que o tecido empresarial da região «dá respostas seguras no caminho da inovação», se pauta pelo «empreendedorismo» e «capacidade de captação de investimento nacional e estrangeiro».

«Somos um território de dimensão e ambição empreendedora», afiançou, o que as empresas distinguidas atestam, como exemplos de «competitividade sustentável», «boa governança», «inovação e criação de valor».

Empresas de mérito, exemplos de resiliência que «colocam a nossa região numa posição de vanguarda», na região Centro e a nível nacional, enalteceu.

«Queremos estar ao vosso lado para construir uma região mais inteligente e inovadora, mais verde e sustentável, mais conectada, mais social e mais próxima de cada cidadão», afirmou a presidente da RMC, que manifestou a «total disponibilidade» da entidade para apoiar o tecido empresarial da região.

«As vossas portas estão abertas ao mundo, as nossas portas estão abertas para vos apoiar».

O tecido empresarial de Coimbra é a prova de que a região «é um território de solidez financeira, de arrojo estratégico e de capacidade de internacionalização. O vosso sucesso é o sucesso deste território. Continuem a ousar, a crescer e a levar o nome da nossa região», rematou Helena Teodósio.

Coimbra foi o concelho com o maior número de distinções, num total de 51 PME Excelência

Empresas Homenageadas Coimbra

Criar condições e garantir apoio aos empresários

A Inteligência Artificial (IA) afigura-se como um forte aliado dos empresários e da gestão de programas de financiamento.

A ideia foi apresentada por Alexandra Vilela, presidente da Comissão Executiva do COMPETE 2030, na mesa redonda que contou ainda com a participação de Ana Abrunhosa, presidente da Câmara de Coimbra, do empresário Paulo Barradas, fundador e presidente do Conselho de Administração da Bluepharma, com a moderação de João Luís Campos, diretor-adjunto do Diário de Coimbra.

Para Alexandra Vilela, a IA «ajuda a avaliar as candidaturas em tempo compatível com as necessidades de investimento».

Registou, ainda o grande aumento de candidaturas, pois também as empresas e consultores «recorrem à IA». 

Sobre os maiores desafios para as empresas, apontou «a inovação com propósito, dirigida ao mercado, com escala» e destacou a importância da «cooperação» e das «parcerias».

Apesar de a grande maioria das empresas trabalharem em «sectores tradicionais», isso «não é um obstáculo à inovação», sublinhou. «Portugal é forte em setores tradicionais e a inovação pode trazer as empresas para o século XXI», afiançou.

«Sermos parceiros para acrescentar valor» é o papel que Ana Abrunhosa reserva às autarquias na senda do desenvolvimento da região e apoio às empresas.

«Este é o caminho», disse, apontando «o grande potencial de crescimento» do tecido empresarial e o «esforço que temos de continuar a fazer para a internacionalização», que « prova de que somos competitivos».

Com créditos firmados nesse universo está Paulo Barradas e a Bluepharma, que se mexem num «mercado de gigantes, entre as maiores empresas do mundo».

Um propósito feito «com risco», que faz parte do ADN da empresa, com 25 anos e uma vocação «fortemente exportadora». «O país era pequeno, tínhamos que olhar para fora», disse.

Quanto à receita para o sucesso, aponta o «grande investimento na inovação», as «muitas parcerias», «na cidade de Coimbra» e com «cadeias internacionais» para «chegar ao mundo», a «obsessão pela qualidade» e a «determinação de fazer sempre bem» e ainda ser «uma empresa com propósito». «Mais do que dar lucro, ter a preocupação de produzir medicamentos de muita qualidade a preços muito acessíveis», explicou. «Democratizámos o medicamento», disse,

«As parcerias em grande escala» ao nível das infraestruturas, são a pedra de toque para a atração de investimento, no entender de Ana Abrunhosa, que mais do que o concelho, fala da região. «Para um investidor da Índia ou do Brasil é a região que é fator de atratividade», afirmou, defendendo um «trabalho em rede» das autarquias e demais instituições, bem como a simplificação de licenciamentos, numa base de «confiança», sem descurar a fiscalização e penalização.

Em sintonia, Alexandra Vilela defendeu a «confiança, grande acompanhamento e fiscalização» como pilares da gestão do COMPETE 2030, que se destina a projetos «disruptíveis», com o foco na seletividade, na inovação e exigência. «Não se trata de apoios de banda larga», alertou. São 840 milhões de euros, com sistemas de majoração, esclareceu.

«Havendo projetos bem estruturados, o dinheiro aparece sempre», assegurou Paulo Barradas, que há 25 anos descobriu o capital de risco, por necessidade, e considera que hoje «há muitas maneiras de financiar as empresas». Sobre parcerias, referiu o Portugal Life Science Park, que junta a Bluepharma, a Universidade, a ULS Coimbra, a Câmara Municipal, entre outras entidades. Um «cluster internacional farmacêutico» com condições para atrair investimento, direto e estrangeiro, empresas e empregos qualificados», afirmou. «Não tenham medo!», exortou.

Paulo Barradas, num desafio aos jovens empresários. É preciso ter «os pés no chão» e ter «coragem e ambição».

«Sem ambição não vão lá», rematou.

Conferência realizou-se na Sala D. Afonso Henriques doConvento São Francisco FOTOS FERREIRA SANTOS

Homenagem Pme Em Coimbra
Março 6, 2026 . 11:10

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