
Desrespeitada interdição nas pontes de Maiorca
Desde o passado dia 27 de fevereiro que os municípios de Montemor-o-Velho e da Figueira da Foz anunciaram a interdição a veículos pesados de mercadorias na rua Doutor Uriel Salvador, troço conhecido como pontes de Maiorca, que liga os dois concelhos do distrito de Coimbra pela EN111, por questões de segurança. Isto porque, o encerramento da A14 desde as inundações no Baixo Mondego fez aumentar, consideravelmente, o trânsito naquela estrada nacional, registando-se longas filas e alguns constrangimentos na circulação rodoviária, sobretudo, em horas de ponta.
Um leitor do Diário de Coimbra fez-nos chegar a informação de que há condutores que não estão a cumprir a interdição de passar naquele troço e os moradores de Maiorca confirmaram. «Esta semana reduziu muito a passagem de pesados, mas sim, esporadicamente, ainda passam camiões. Ainda esta manhã vi. É típico do português não cumprir…», comentou Carlos Esteves, em declarações ao nosso jornal.
Por outro lado, este habitante da freguesia de Maiorca deu conta que esta situação poderá acontecer por desconhecimento de alguns condutores. «Quem vem do lado da Figueira tem a sinalização a indicar o desvio a pesados, mas quem vier da reta de Santo Amaro e chega ao cruzamento de Maiorca não tem qualquer informação nesse sentido. Por isso, é normal que haja camionistas a seguir para o lado das pontes, em direção a Montemor, por “desleixo” na sinalização», indicou.
Refira-se que o percurso alternativo para os veículos pesados de mercadorias faz-se atualmente por Montemor-o-Velho - Quinhendros - EN347 (Gatões) - Ferreira-a-Nova - Maiorca - Figueira da Foz ou por Montemor-o-Velho - Quinhendros - EN347 (Gatões) - Santana - EN109 - Figueira da Foz. As exceções são os pesados de passageiros e os veículos da ERSUC para recolha de resíduos, o que tem gerado indignação nas redes sociais.
«Se há perigo, porque é que os autocarros e os camiões do lixo podem passar?!», questiona um condutor numa publicação sobre este tema. Há ainda outros que assumem o desrespeito pela interdição na circulação de veículos pesados nas pontes de Maiorca. São ainda muitas as pessoas que reclamam urgência na reabertura da A14, com algumas a deixarem críticas à Brisa. «Se aquele troço fosse a pagar, já estava resolvido há muito tempo», lê-se ainda.
De acordo com informação partilhada pela Câmara da Figueira, a concessionária da autoestrada tem estado no terreno a desenvolver trabalhos no nó de Santa Eulália, bem como na zona envolvente que esteve alagada, tendo efetuado a monitorização da área juntamente com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil e a Geovia. Entretanto, está agendado para hoje um encontro entre a Brisa e as suas equipas técnicas com responsáveis municipais, a fim de definir ações futuras para a reabertura da A14.











