
Vão ser abatidas 20 árvores na Rua Lourenço Almeida Azevedo
A presidente da Câmara de Coimbra indicou, durante a reunião do executivo municipal, que vão ser abatidas 20 árvores na Rua Lourenço Almeida Azevedo, no âmbito da obra para o traçado do Metrobus. A decisão, expôs Ana Abrunhosa, levou em consideração avaliações fitossanitárias anteriores, o recente estudo do Centro de Ecologia Funcional/Fitolab/IPN/Universidade de Coimbra, e os trabalhos de acompanhamento e prospeção radicular realizados no terreno.
Sete árvores serão abatidas devido ao risco elevado de rutura identificado em relatórios anteriores e cinco por fragilidades estruturais confirmadas em avaliação independente. Por incompatibilidade técnica do sistema radicular com o projeto e futura operação do Metrobus, mesmo com afastamento do canal em 70 centímetros, serão abatidos sete exemplares. Há ainda uma árvore seca.
De acordo com a autarca, a depressão Kristin causou danos em duas árvores, o que poderá resultar na decisão de abate. «Está em curso a avaliação de todo o arvoredo da rua, pelo que o número final de árvores afetadas pela Kristin e a respetiva proposta de intervenção nesses exemplares ainda não está determinada», sublinhou Ana Abrunhosa, ao notar que o projeto prevê a plantação de 18 novas árvores, com vista à reposição do esquema cromático característico do arruamento.
O projeto do Sistema de Mobilidade do Mondego previa, em 2017, o abate de 43 árvores na Rua Lourenço Almeida Azevedo. Em 2023 foi aprovada uma proposta de revisão que permitiu reverter 32 desses abates, ficando então previsto o abate de 11 árvores.
Só que, com o avanço da obra e a implantação do projeto no local, «verificou-se que várias árvores apresentavam condicionantes estruturais relevantes, nomeadamente inclinações, sistemas radiculares muito superficiais e conflitos diretos com o traçado, que não eram totalmente percetíveis em fase de projeto», assinalou a presidente da Câmara. Perante este cenário, acrescentou, «foi desencadeado um trabalho técnico aprofundado no terreno, liderado por um especialista em arboricultura urbana, que incluiu a abertura controlada de valas de prospeção, escavações manuais e o recurso a equipamentos especializados (como o air spade), permitindo identificar com rigor a localização e importância estrutural das raízes, evitando danos desnecessários».











