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Universidade de Coimbra com visão estratégica para aumentar reputação

Amílcar Falcão elogiou a visão empreendedora da vencedora do Prémio Universidade e destacou a preocupação com as dinâmicas emergentes no sentido de estender a influência da Universidade para outras regiões do globo

A Universidade de Coimbra assinalou ontem o seu 736.º aniversário com uma sessão solene que ficou marcada pela entrega do prémio UC à empresária Cláudia Azevedo, mas também pelo tributo aos novos professores eméritos da Universidade de Coimbra. Uma cerimónia cheia de simbolismo, mas também de compromisso com o futuro de uma instituição que «atravessou épocas», mas que pretende continuar a ser «um espaço de liberdade cultural, investigação, criatividade e inovação científica», tal como referiu Maria da Glória Garcia, presidente do Conselho Geral.

Com a apresentação do Prémio Universidade de Coimbra 2026, o vice-reitor Luís Neves, destacou «a escolha unânime do júri» que «não poderia ter sido mais feliz», porque a personalidade distinguida «reforça a dimensão empresarial do prémio, mas também porque representa mais um passo para uma desejável igualdade de género na sua atribuição».

Já o reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão, vai mais longe, referindo que «o percurso de Cláudia Azevedo é uma fonte de inspiração para todos nós, quer individualmente, quer coletivamente». O reitor destacou duas razões para a escolha de Cláudia Azevedo, «os valores que defende e a sua visão empreendedora». No que diz respeito aos valores, Amílcar Falcão enumerou os que são comuns à Universidade, nomeadamente a preocupação com «a inclusão, equidade, paridade de género, sustentabilidade e inovação». Valores que também se concretizam com a decisão de Cláudia Azevedo de doar os 15 mil euros do valor pecuniário do Prémio à Associação Acreditar. Uma ação solidária a que a Universidade de Coimbra também se associa, já que também vai doar metade do valor das inscrições na caminhada da UC à mesma associação.

Aceitar reformas, mas com reflexão

Amílcar Falcão aproveitou ainda para lançar o repto para que, em todo o processo da «reforma estrutural gigantesca» anunciada, para as Universidades, «o Governo saiba escutar os parceiros institucionais, sob pena de se destruir algo que demorou décadas a construir, devido aos efeitos colaterais e sistémicos dessa reforma» e que já se fez sentir com alguns problemas reais, nomeadamente com a mudança de lei que alterou o estatuto dos estudantes ucranianos, «de refugiados para estudantes internacionais», que se viram confrontados com sérias dificuldades.

No entanto, porque ontem foi Dia da Universidade, o reitor aproveitou a ocasião para falar da «visão estratégica que pretende dar mais visibilidade global e reputação académica à Universidade de Coimbra», que tem vindo a reforçar a sua rede internacional, mas está atenta às dinâmicas emergentes. Nesse sentido, partindo de uma posição já consolidada no espaço europeu, integrando consórcios como o Coimbra Group, a Aliança Académica EC2U (European Campus os Cities Universities) e o Euro Coimbra-Bruxelas (Horizonte Europeu), «foram redefinidas prioridades». O objetivo é estender a sua influência para outras regiões do globo, para além dos países da CPLP.

Um caminho que se fará «dado o grau de maturidade que a UC atingiu», não só com o reforço da sua capacidade científica, que através da implementação do sistema PURE (ferramenta integrada de informação científica), que permite dar mais qualidade e visibilidade às publicações da UC, mas também captar mais financiamento competitivo, além da atração estruturada de talento e parceiros internacionais.

Março 2, 2026 . 08:00

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