
Viagem pelos sabores conventuais “adoça” Convento São Francisco
A Mostra de Doçaria Conventual e Contemporânea concede este fim de semana um sabor diferente ao Convento São Francisco (CSF). A edição deste ano, a 15.ª, recebe cerca de 50 expositores, nacionais e internacionais, acentuando a sua tendência de crescimento e consolidando-se como a maior mostra de doçaria do país. Com um posicionamento entre a tradição e a contemporaneidade, a iniciativa conta com uma seleção de doces e de licores conventuais que aguça o palato do visitante.
O certame mantém viva a riqueza das formas, dos sabores e dos saberes, preservando e divulgando a herança da doçaria coimbrã e de outras especialidades que, de forma similar, têm expressão em localidades de norte a sul do país formando um abrangente quadro geográfico de iguarias conventuais e contemporâneas que Portugal oferece. O objetivo, segundo a organização, com a chancela do município de Coimbra em parceria com a Associação de Doceiros de Coimbra e a Escola Superior de Hotelaria e Turismo de Coimbra, é claro: valorizar e criar uma harmoniosa simbiose entre o património imaterial e o edificado.
Vénus e o Moinho Velho firmaram uma parceria para divulgar o seu património doceiro
Mal as portas do certame se abriram, os aromas emanados da sala D. Afonso Henriques transportavam o visitante para uma viagem ao mundo doceiro conimbricense. João Pedro Ferreira, amante assumido de doces conventuais, considera o evento uma «mais valia» para a promoção de Coimbra e das suas tradições. «É deste tipo de iniciativa que a cidade necessita. Ainda não provei nenhum doce mas já vi alguns que me deixaram “água na boca”», adiantou à reportagem do Diário de Coimbra.
As pastelarias Vénus e o Moinho Velho, ambas de Coimbra, firmaram uma parceria para divulgar o seu património doceiro e de entre as várias opções o destaque vai para a Arrufada de Coimbra. «Este é o nosso “ex-libris” e, nesse sentido, temos a arrufada em vários tamanhos, a normal e também a miniatura. Depois, por uma questão de graça e de participação dos nossos visitantes, confecionamos uma arrufada que pode perfeitamente servir de capacete», explicou uma das responsáveis pelo expositor. «Depois temos igualmente a Rosa da Rainha, que é um doce que vendemos muito e que foi criado há 15 anos para homenagear a Rainha Santa Isabel», adiantou.
Chef Luís Lavrador considerou o evento "maravilhoso" por ser "muito doce"
Atento a todos os pormenores, o Chef Luís Lavrador considerou o evento «maravilhoso» por ser «muito doce». «Já vi muitas pessoas ansiosas por testar e para saborear Coimbra através dos seus doces. Ainda bem que esta mostra existe, ainda bem que ela persiste, já vamos na 15.ª edição. Oxalá que continue porque é uma belíssima forma de expressão da identidade de Coimbra e da sua história», precisou.
A Mostra de Doçaria é, sem dúvida, se bem que existem outras, «uma boa forma de promover o território e as pessoas que o habitam». Questionado se é mais adepto de um doce ou de um salgado, o Chef Luís Lavrador foi perentório a afirmar ser «adepto de tudo o que é bom». «Devo dizer que Coimbra tem uma carta gastronómica maravilhosa, onde os doces naturalmente se incluem», finalizou












