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Escadas rolantes ao lado das Monumentais e na ligação do Botânico à rua da Alegria

A ideia não é nova, mas Amílcar Falcão continua a defender que a construção de umas escadas rolantes ao lado das Escadas Monumentais pode ser uma boa solução para facilitar o acesso ao Polo I

A não inclusão da Universidade no Sistema de Mobilidade do Mondego tem merecido as críticas de Amílcar Falcão e, numa altura em que já é «inviável» essa possibilidade, há uma sugestão que já foi apresentada à Câmara Municipal de Coimbra, que passa por criar umas escadas rolantes ao lado das Escadas Monumentais.
«A Universidade sempre defendeu a escada rolante e o anterior presidente achava que era o elevador. E o elevador, por motivos que são muito óbvios, não resolve a situação. As escadas rolantes podem ajudar muito a resolver», defende, acrescentando que, nas conversas com o atual executivo da Câmara Municipal, liderado por Ana Abrunhosa, é uma ideia que já foi apresentada.
«As conversas com a Câmara têm corrido bem, até porque já existe uma relação antiga entre mim e a presidente e é uma boa relação, é uma relação de confiança e de respeito mútuo. Não é difícil falar com a Câmara. Vejo que a atual equipa está genuinamente interessada em resolver um conjunto de problemas que afetam a cidade, mas a Universidade também», acrescenta.
Também a ligação entre o Polo I e Polo II tem sido preocupação. Recorde-se que, há dias, os Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) lançaram uma nova linha que liga diretamente a estação do Metro Mondego na Portela ao Polo II da Universidade de Coimbra e à Portagem.
A Linha 54 tem como objetivo «reforçar a intermodalidade com o Sistema de Mobilidade do Mondego e a ligação entre três zonas chave da cidade, nomeadamente a urbanização da Quinta da Portela, o Polo II e o centro histórico e comercial».
Aquando a entrevista, a propósito dos 736 anos da UC, Amílcar Falcão dava conta de que estavam em cima da mesa duas soluções: a criação de uma linha do Parque Verde para o Polo II e outra que envolve o Jardim Botânico, com a construção de escadas rolantes de ligação à Rua da Alegria.
Nesta segunda opção, os custos não são o problema, mas «o tipo de intervenção». «Porque uma intervenção no Jardim Botânico levanta questões. Nós podemos fazer uma intervenção que pode ajudar a tirar de lá infestantes, mas não podemos fazer uma intervenção a tirar de lá uma dezena de árvores daquelas que não podemos mexer nelas. Isso faz parte da nossa política de sustentabilidade. Nós não vamos andar a arrancar árvores para pôr lá o que quer que seja», conclui

Fevereiro 28, 2026 . 07:35

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