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Três vias de trânsito na Ponte-Açude levantam questões de segurança

Ana Bastos, vereadora da oposição, alertou para os riscos de segurança com o aumento do trânsito

A oposição na Câmara de Coimbra alertou para riscos de segurança no tabuleiro do IC2 da Ponte-Açude, com a solução provisória que transformou duas vias em três no sentido Norte-Sul, para aliviar o trânsito provocado pelo corte na A1.

Ao passar a ter uma terceira via com o encurtamento da berma e das outras duas vias, a solução procura evitar o engarrafamento regular na saída da Casa do Sal e que se intensificou com o aumento do tráfego no IC2, face ao fecho da A1 entre os nós de Coimbra Sul e Coimbra Norte.

Ana Bastos, vereadora da coligação Juntos Somos Coimbra, considerou que a solução adotada, apesar de atenuar alguma pressão sobre o tráfego local, reduz a capacidade do IC2 para suportar o aumento de tráfego vindo da A1 e cria «problemas de segurança».

Segundo a especialista em mobilidade, a transformação de duas vias em três, no sentido Norte-Sul, tinha sido analisada no anterior mandato, mas não avançou por falta de condições de segurança.

A largura disponível neste momento é de «perto de três metros», quando o valor normativo para os itinerários complementares é de, no mínimo, 3,75 metros, notou, recordando que passam ali diariamente 45 mil veículos, 15% dos quais veículos pesados.

«É tecnicamente evidente que a redução da largura das vias implica a redução da velocidade de circulação e, por inerência, redução da capacidade efetiva. Se por um lado aumentamos a capacidade ao acrescentar uma via, por outro lado estamos a reduzi-la ao diminuir as condições de escoamento.

O balanço é pouco significativo do ponto de vista funcional e potencialmente negativo do ponto de vista da segurança», vincou. A vereadora notou ainda que não foi imposta qualquer redução de velocidade que se situa em 80 quilómetros por hora (km/h) e realçou que «qualquer solução que se implemente mitiga, mas não resolve os problemas de fluidez» daquele tabuleiro, reafirmando a necessidade de nova ponte sobre o Mondego.

«Espero que tenha sido acautelada a verificação da capacidade estrutural da obra de arte e da carga máxima para a qual foi dimensionada», porque, observou, com três vias em cada sentido as cargas rolantes aumentam «mais de 50%», o que não é negligenciável para a segurança estrutural da ponte. «Os materiais são nossos amigos, mas há limites…», disse.

A presidente da Câmara, Ana Abrunhosa, assumiu surpresa por a velocidade se manter, tendo tido indicação, durante a reunião, de que a Infraestruturas de Portugal iria proceder a sinalização de redução de velocidade.

Fevereiro 24, 2026 . 07:24

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