
Novo grupo cénico da Academia estreou-se com “Sarau Vicentino”
A edição de 9 de junho de 1938 do Diário de Coimbra deu a conhecer que o Fado Académico, com o apoio do professor da Faculdade de Letras Paulo Quintela, estava a organizar um grupo cénico, constituído por estudantes universitários, que nesse mesmo mês deveria estrear-se no Teatro Avenida, levando à cena «algumas das mais notáveis obras de Mestre Gil Vicente».
Para a primeira apresentação pública do novo grupo artístico, que viria a tornar-se um dos mais relevantes organismos autónomos da Associação Académica de Coimbra (o TEUC), deslocou-se de propósito a esta cidade o diretor-geral do Ensino Superior e das Belas Artes, João Pereira Dias, em representação do ministro da Educação Nacional, que expressamente pedira aos estudantes a inclusão do diálogo “Todo o Mundo e Ninguém”, do “Auto da Lusitânia”, no repertório do “Sarau Vicentino” agendado para a noite de 27 de junho.
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