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Governo dos Açores destaca melhorias nos indicadores de álcool e droga na região

Em causa estão o “Relatório Anual 2024 - A Situação do País em Matéria de Drogas e Toxicodependências” e o “Relatório Anual 2024 - A Situação do País em Matéria de Álcool”

O Governo Regional dos Açores considerou hoje que os relatórios recentemente divulgados sobre consumos de álcool e drogas comprovam que a região se encontra num “caminho sustentado de melhoria e de reforço das respostas públicas”.

“Estes resultados confirmam que o investimento contínuo na prevenção, no tratamento e na redução de riscos está a produzir efeitos concretos na Região Autónoma dos Açores”, afirmou a Direção Regional de Prevenção e Combate às Dependências, em comunicado.

Em causa estão o “Relatório Anual 2024 - A Situação do País em Matéria de Drogas e Toxicodependências” e o “Relatório Anual 2024 - A Situação do País em Matéria de Álcool”, publicados recentemente pelo Instituto para os Comportamentos Aditivos e Dependências (ICAD).

Para o executivo açoriano, os números do ICAD comprovam que “as medidas implementadas estão a produzir efeitos, ainda que de forma gradual, conforme expectável em matérias de comportamentos aditivos e dependências”.

“Os dados agora divulgados refletem assim o impacto do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido na região, mantendo-se, contudo, a consciência de que permanece um longo caminho a percorrer, designadamente no reforço das políticas de prevenção, das respostas de tratamento e da articulação entre todos os parceiros, de forma a consolidar e aprofundar os progressos alcançados”, reforçou.

O executivo açoriano destacou o facto de os Açores se terem apresentado “entre as regiões do país com menores prevalências de consumo recente de qualquer droga na população dos 15 aos 74 anos, acompanhando a tendência nacional de descida”.

Realçou ainda o facto de a região ter registado “a descida mais expressiva do consumo recente de outras drogas que não canábis, face ao ano anterior”, alegando que isso evidencia “a eficácia das políticas de prevenção, dissuasão e tratamento implementadas”.

Ainda assim, segundo o relatório, os Açores apresentaram “a prevalência mais alta (9%) de consumo recente de outras drogas que não canábis (consideradas no seu conjunto) por comparação às restantes regiões do país (entre 6% e 7%)”.

De acordo com o relatório, foi ainda nos Açores que foi apreendida a maioria da buprenorfina e a totalidade da codeína em Portugal.

Em relação ao consumo de álcool, o executivo açoriano destaca o facto de os Açores serem “uma das poucas regiões do país a registar descidas simultâneas na embriaguez severa recente nas populações dos 15-74 anos e dos 15-34 anos”.

O executivo realça ainda que “os Açores deixaram de ser a região com maior taxa de mortalidade por doenças atribuíveis ao álcool, tendo passado de 37,3% em 2022 para 29,1% em 2023”.

Quanto aos anos potenciais de vida perdidos por doenças atribuíveis ao álcool, o Governo Regional refere que os números “evidenciam uma melhoria expressiva” na região, que deixou de ocupar a posição mais elevada do país.

Fevereiro 19, 2026 . 23:25

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