
“Comunidades Compassivas” abordam “tabus” da sociedade
Há um novo movimento que está a chegar à Figueira da Foz, no âmbito do projeto nacional «Comunidades Compassivas». Ainda a dar os primeiros passos na cidade, Laura Marques e Joana Miranda uniram-se para dar voz a uma comunidade que apoia, encoraja e celebra o cuidado mútuo durante experiências desafiantes na vida das pessoas, especialmente, em momentos de fragilidade e de sofrimento sobre muitos temas que ainda são tabus na sociedade, tais como envelhecimento, perdas, luto ou doenças que nos limitam a vida.
«A vida é movimento, é uma mudança constante, por isso, o desafio de falar, por exemplo, sobre a nossa finitude é muito importante para trazer uma consciência que nos vai ajudar a viver melhor o agora», explica Laura Marques, em declarações ao Diário de Coimbra, sublinhando que o objetivo principal é o de promover «encontros intimistas onde podemos sentar e partilhar, escutar e ser escutados» com o intuito de contribuir para o bem-estar individual e coletivo da comunidade da Figueira da Foz.
Nesse sentido, vão ser dinamizados três formatos de encontros acessíveis à comunidade e adaptados às circunstâncias de cada pessoa, que terão lugar na Assembleia Figueirense. O primeiro acontece já este sábado, a partir das 15h30, sob o mote «Como atravessamos as transições e perdas ao longo da vida?». Com a participação de Laura Marques, este círculo de escuta consiste num espaço de acolhimento para todas as perdas, sejam elas de relações, trabalhos, lugares ou fases da vida, com a natureza e a arte como companheiras. As inscrições podem efetuar-se através de mensagem no WhatsApp (914373787) e têm um custo de 10 euros.
Já no dia 7 de março, pelas 15h30, realiza-se uma tertúlia que abordará o tema do envelhecimento. De acordo com Joana Miranda, esta iniciativa é um convite para uma conversa aberta, troca de ideias e reflexão coletiva «por uma vivência dos ciclos da vida com aceitação e naturalidade». Por sua vez, a 21 de março, no mesmo horário e local, Joana Miranda dinamiza um círculo de luto intitulado «Que nome tem a tua saudade?». As inscrições para estas duas atividades devem fazer-se através do contacto 915 877 747.











