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TVI obrigada a retirar do ar reportagens sobre Alexandre Lourenço

O Tribunal Judicial da Comarca de Coimbra reconheceu “violação da honra e bom nome” do antigo presidente do Conselho de Administração da ULS de Coimbra

A TVI (Televisão Independente, S.A.) foi condenada pelo Tribunal Judicial da Comarca de Coimbra à remoção permanente das suas plataformas de duas reportagens já transmitidas e, simultaneamente, terá de dar espaço de resposta a Alexandre Lourenço, visado no caso e afetado pelo conteúdo partilhado em ambas as peças.
Em causa estão os trabalhos noticiosos “Exclusivo. Gestor hospitalar viajou pelo mundo à custa da indústria farmacêutica enquanto continuava a ser pago pelo Hospital de Coimbra” e “Exclusivo. Gestor hospitalar gastou 60 mil euros do erário público para decorar gabinete”, publicados no programa “Exclusivo com Sandra Felgueiras”.
O processo nº2523/25.0T8CBR determinou a eliminação dos trabalhos, emitidas nos dias 15 e 16 de maio de 2025, onde se acusou Alexandre Lourenço, na altura presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde de Coimbra (ULS Coimbra), de efetuar «putativas viagens, despesas nas obras do seu gabinete, e teia de empresas». Os temas foram considerados como tendo sido abordados de forma «sensacionalista» e «sem base sólida», ultrapassando assim «os limites da liberdade de expressão e de informação».
Para além dos trabalhos eliminados, também se determinou a necessidade de publicação de uma «resposta e retificação», efetuada por Alexandre Lourenço, no início do programa “Exclusivo com Sandra Felgueiras”.

Sentença obriga a TVI a retirar as duas peças publicadas e a aceitar a publicação de uma resposta por parte de Alexandre Lourenço

Em comunicado, o antigo presidente refere que «a sentença sublinha que a TVI falhou no dever de rigor, veracidade e boa-fé jornalística» onde «música e imagens descontextualizadas» foram utilizadas para passar uma mensagem que não corresponde à realidade.
Avançando com declarações, Alexandre Lourenço reforça que a «sentença faz justiça». «Durante meses, fui alvo de uma campanha mediática que procurou destruir a minha reputação pessoal e profissional, baseada em insinuações sem fundamento», conta. O ex-responsável indica que foi «vítima de jornalismo irresponsável e sensacionalista».
Segundo indicado, Alexandre Lourenço tentou, de forma repetida, exercer o seu direito de resposta ao longo de 2025, tendo-lhe sido «continua e liminarmente recusado» pela TVI exercê-lo. «A ação judicial que culminou nesta sentença foi a via encontrada para repor a verdade e defender a sua honra e bom nome», explica no comunicado.
A 18 de maio de 2025, o Diário de Coimbra publicou um artigo onde Alexandre Lourenço explica as ações que foram «deturpadas pela TVI».

Fevereiro 17, 2026 . 17:30

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