Povo que sofre e se supera
A Natureza tem esta característica difícil de aceitar: por mais que o Homem a tente humanizar, há sempre momentos em que se torna demasiado difícil, ou mesmo impossível, domá-la completamente.
Sendo a minha formação de Engenharia, sei perfeitamente que toda a intervenção humana se baseia em probabilidades, não sendo possível garantir uma segurança absoluta contra as forças da Natureza.
Tenho sempre presente a explicação dada pelo Físico Richard Feynman para a tragédia do vai-vem espacial Challenger em 1986: tão simples como anéis “o-ring” terem perdido a elasticidade com a temperatura ambiente muito baixa verificada na noite anterior ao lançamento.
Isto é, mesmo nas tecnologias mais avançadas do mundo a Natureza encontra frechas por onde entra de forma subtil, mas decisiva.
De facto, ouvindo e vendo os jornalistas nestes dias de tragédias provocadas por condições meteorológicas extremas nunca sentidas entre nós, parece que a principal preocupação é encontrar responsáveis directos pela situação.
Contudo, ventos de mais de 200 Km/h ou tempestades seguidas durante várias semanas são situações a que o país não estava habituado.
Para continuar a ler este artigo
nosso assinante:
assinante:








