Perigos no horizonte
Nos meios de comunicação discute-se o futuro das relações do primeiro-ministro e do Governo da AD com o novo Presidente da República, que estou certo a maioria dos portugueses deseja seja a melhor possível, no sentido de resolver os problemas existentes na saúde, na justiça e na melhoria da qualidade de vida dos portugueses.
Ora conhecendo o passado político de António José Seguro e as suas preocupações, tanto sociais como de abertura à cooperação institucional, como no passado quando procurou entendimentos com o governo de Passos Coelho, não duvido que esse seja o seu programa para a acção.
Resta saber qual a disponibilidade do governo e do primeiro-ministro.
Mas não só, resta também saber qual a disponibilidade do Partido Socialista e do seu líder, sabendo-se que existe no PS uma forte corrente de apoiantes de António Costa que nunca morreu de amores por António José Seguro e que sabemos por experiência da geringonça, sempre diabolizou quaisquer formas de cooperação com o PSD e sempre procurou alternativas de apoio na extrema-esquerda, do PCP e do Bloco de Esquerda.
Por outro lado, o novo líder do PS tem mostrado uma forte tentação critica relativamente ao primeiro-ministro e uma certa pressa em forçar a alternativa do PS, conduzindo Luís Montenegro a procurar o apoio do Chega.
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