
Marégrafo reabre no “local de sempre” e com imagem renovada
Depois de quase dois anos a funcionar na Urbanização Foz Village, em Buarcos, a equipa do Marégrafo está de volta a casa na Rua 5 de Outubro / Largo Maria Jarra. As obras de modernização do espaço em plena muralha de Buarcos, na Figueira da Foz, ficaram prontas mesmo a tempo de o restaurante voltar a abrir portas no sítio do costume para a comemoração do seu 22.º aniversário, que se assinalou ontem. O resultado é uma marca mais atual, porém, mantendo-se fiel à sua essência.
«A Figueira da Foz, felizmente, tem vindo a crescer em termos de restauração. Têm aparecido projetos novos muito engraçados e nós também queremos fazer parte desses projetos que são a nova cara da cidade e que oferecem o melhor. Por isso, houve esta necessidade de tornar o Marégrafo num produto mais moderno, mas não queremos que se deixe de sentir o lado familiar que é tão característico desta casa», sublinha Rui Ferreira, em declarações ao Diário de Coimbra.
O jovem empresário, que sempre esteve nos bastidores, assume-se agora um dos rostos principais do Marégrafo, ao lado do pai, Carlos Ferreira, que foi o impulsionador da petisqueira que é já uma referência na região Centro. «Queremos continuar a servir o melhor possível e penso que com esta reabertura é importante dar espaço aos mais jovens para crescerem, já que têm outra dinâmica e outra estaleca», comenta Carlos Ferreira. Por sua vez, o filho garante que não é uma passagem de testemunho, pois vão ambos continuar a trabalhar em conjunto, com o intuito de manter a tradição com um toque de inovação.
O ponto de partida para esta renovação foi claro: manter as raízes e a proximidade às pessoas, bem como reforçar a ligação ao mar. «A pedra basilar do projeto assentará sempre nos petiscos. Porque os petiscos são partilha e em família partilha-se, por isso, a carta continua praticamente igual. Continuamos sempre muito ligados ao tradicional, porque acreditamos que o tradicional continua a ser a nossa essência», salienta Rui Ferreira.
Assim, o peixe e os mariscos estão bem representados numa ementa que convida a saborear os melhores pratos na companhia da brisa marítima, na esplanada ou na sala interior. «Pegando sempre no arroz carolino, que é típico aqui da zona do Baixo Mondego, vamos continuar com pratos tradicionais que estão desde o início, como o arroz de línguas de bacalhau, o arroz de lingueirão, ou o arroz de peixe. Como é óbvio, fazemos por valorizar produtos endógenos e produtos típicos da Figueira, como é a raia», comenta o empresário.
Não obstante, revela que os clientes podem ficar a conhecer, brevemente, novidades na carta. «Como é óbvio, queremos evoluir, fazer coisas novas a seu tempo, apresentar pratos de acordo com sazonalidade. Os petiscos e os peixes são acima de tudo o que queremos trabalhar mais, mas podemos incluir influências de outras culturas, mais oriental ou mais ocidental, e trabalhar o peixe de uma forma diferente com técnicas novas», explica Rui Ferreira.|











