
Novo colapso da Cerca de Santo Agostinho obriga a encerrar Mercado D. Pedro V
Depois de um primeiro colapso no passado sábado, ao final da tarde, que obrigou a autarquia e a Proteção Civil a retirar sete pessoas de prédios contíguos, grande parte da Cerca de Santo Agostinho, junto à Couraça dos Apóstolos, ruiu ontem, invadindo a rua da Fonte Nova, que dá acesso à Faculdade de Psicologia e obrigando a Câmara de Coimbra a encerrar, por uma questão de precaução, o Mercado Municipal D. Pedro V.
De acordo com o que foi possível confirmar no local, terá havido uma primeira derrocada na terça.-feira à noite e cerca das 6h00, deu-se o maior colapso, com grandes pedras e terra a invadirem a via e a atingirem o acesso e estacionamento superior do Mercado. Também aquela estrutura foi encerrada ontem de manhã.
O mercado ainda abriu portas, mas cerca das 9h00, face ao risco que o colapso da cerca representa, foi dada indicação para encerrar e pedido aos comerciantes para que retirassem os seus produtos e pertences, assim como aos clientes que já por circulavam para que abandonassem o edifício.
E, até meio da manhã, foi um “vaivém” de comerciantes a retirar os produtos para os colocar em local seguro. Também as lojas que ali funcionam, assim como as viradas para o exterior tiveram de encerrar ao público, numa decisão que acabou por surpreender alguns clientes que se deslocaram com a intenção de realizar as compras. Porém, deram com as portas encerradas e a indicação de que estava fechado pelo menos durante o dia de ontem.
Talude “instável”
«Por decisão da presidente da Câmara da Proteção Civil, o Mercado Municipal D. Pedro V encontra-se encerrado ao público. A decisão deve-se à instabilidade do talude da Cerca de Santo Agostinho», referiu a Câmara em comunicado. De acordo com a autarquia, esta decisão surge depois de várias semanas de chuvas intensas e sucessivas tempestades. «A medida é preventiva e visa garantir a segurança de trabalhadores, comerciantes e utentes», refere o documento. O equipamento estará encerrado até segunda-feira, dia em que será feita uma reavaliação da situação.
O Diário de Coimbra esteve no local e pôde comprovar a quantidade de terra e de pedras de grande porte que foram arrastadas na derrocada, o que levou a encerramento da Rua da Fonte Nova, assim como do parque de estacionamento superior do Mercado.
Recorde-se que no último sábado, parte da Cerca de Santo Agostinho, na Alta da cidade, ruiu e obrigou a autarquia a retirar sete pessoas dos prédios que ficam acima da estrutura. |
Técnicos da CMC e Itecons estão a avaliar
segurança do local e dos moradores
Tal como aconteceu no passado sábado, e também na manhã de domingo, técnicos da Câmara Municipal de Coimbra, assim como do IteCons estiveram ontem junto à Cerca de Santo Agostinho a avaliar a segurança do local e dos moradores em prédios contíguos. No sábado, a autarquia, por prevenção retirou sete moradores e casa, mas uma primeira avaliação do local confirmou que os prédios em causa se encontram construídos sobre a muralha e, portanto, numa base resistente, o que não colocaria em risco de colapso estes prédios, confirmou ao Diário de Coimbra Ricardo Lino, vereador da Proteção Civil Municipal.












