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Montenegro não descarta novas ruturas de dique junto a Coimbra

Primeiro-ministro apelou às populações para acatarem indicações das autoridades, dado que Portugal vai enfrentar, nos próximos dias, “horas de precipitação constante”

O primeiro-ministro não descartou ontem à noite, em conferência de imprensa realizada no comando sub-regional da Proteção Civil da Região de Coimbra, para fazer o ponto da situação das cheias em Coimbra e no Baixo Mondego, a possibilidade de existirem novas ruturas do dique junto do Mondego que liga Coimbra à Figueira da Foz.

Este encontro, no qual estiveram presentes o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, e todas as entidades envolvidas neste processo, fora promovido após se ter verificado «uma rutura parcial, com 10 metros de largura», do dique do rio Mondego, nos Casais, junto ao viaduto da autoestrada 1(A1), o que levou ao alagamento de vários campos agrícolas e provocado um episódio de cheia lenta.

«Este cenário provocará naturalmente um efeito de cheia, que será um efeito lento, que já está a começar a atingir populações, quer no concelho de Coimbra, quer de Montemor-o-Velho. Por isso, não quero deixar de alertar para a possibilidade de outras ruturas poderem vir a acontecer nas próximas horas», referiu Luís Montenegro.

O governante sublinhou, contudo, a possibilidade de hoje «existir um desagravamento da chuva», mas esse alívio, acrescentou, «não vai diminuir a necessidade de vigilância», tendo em conta que na madrugada de amanhã o país terá pela frente «horas de precipitação constante».

O primeiro-ministro apelou igualmente às populações para acatarem indicações das autoridades que se encontram no terreno para sua própria segurança, tecendo elogios à «atitude preventiva e de preparação» de todas as entidades.

«É uma situação, de facto, muito exigente, temos noção disso, mas quero deixar uma palavra de tranquilidade e serenidade, porque todo o dispositivo que o Estado português tem está no terreno, toda a cooperação e articulação entre todas as forças está a acontecer», salientou o governante.

Gestão ibérica dos caudais

No balanço que Marcelo Rebelo de Sousa efetuou do cenário colocar em risco a bacia do Mondego, destacou o facto de «Espanha e Portugal terem trabalhado em conjunto na gestão dos caudais de água, como forma de minimizar os riscos» no país. O Presidente da República adiantou também que o que se está viver «tem a ver com dois meses anómalos de chuva intensa».

O chefe de Estado afirmou estar atento ao cenário que se está a viver na região de Coimbra, todavia, deixou claro que tanto Presidente da República como o primeiro-ministro não esquecem o resto do país. «Basta que chova tanto na bacia do Sado, quanto choveu ou vai ainda chover aqui no Mondego, para haver também na bacia do Sado um agravamento da situação que estava a desagravar-se. E o mesmo se seguirá com o Tejo», comentou. «Apesar de o resto do país estar solidário com o que se passa no Rio Mondego, também pedem para não serem esquecidos», declarou. «O Estado, como pessoa de bem, não pode esquecer ninguém e não vai esquecer ninguém», garantiu Marcelo Rebelo de Sousa.

 

Fevereiro 12, 2026 . 09:45

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