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Oliveira do Hospital enfrenta “comboio de tempestades” com quase 300 ocorrências e estradas cortadas

Entre as situações mais graves está o encerramento da Estrada Nacional 230, entre Ervedal da Beira e Ponte Atalhada, devido a um grande deslizamento de terras

À semelhança do que se passa no país, o concelho de Oliveira do Hospital está a viver dias de grande pressão devido a uma sucessão de tempestades que tem provocado centenas de ocorrências, cortes de estradas e danos significativos em várias infraestruturas.
A partir do Centro Municipal da Proteção Civil, o presidente da Câmara, José Francisco Rolo, afirmou que «Oliveira do Hospital tem sido vítima de um comboio de tempestades e uma sucessão de problemas», sublinhando a forte mobilização dos serviços municipais, bombeiros, GNR e autarcas de freguesia. Segundo Rolo, «os desafios e as preocupações são permanentes». Destacou, por isso, a resposta que tem sido diária e contínua, com equipas no terreno a atuar por prioridades, sobretudo na segurança das pessoas e na circulação.
Entre as situações mais graves registadas está o encerramento da Estrada Nacional 230, que liga Ervedal da Beira à Ponte Atalhada, devido a um grande deslizamento de terras, e que a situação já foi comunicada à Infraestruturas de Portugal.
A esta altura, o Município contabiliza já um número elevado de ocorrências. Segundo José Francisco Rolo, foram já registadas cerca de 290, sendo que «a cada quase de meia-hora caem novas ocorrências», maioritariamente relacionadas com «deslizamento de terras e movimentos de massa». «São uma constante», disse.
O autarca admite que, apesar do estado de contingência declarado, a sensação no terreno é de calamidade permanente. O autarca descreve «uma sucessão de problemas» com «danos em toda a extensão do concelho». «Não há descanso. Quando pensamos que desobstruímos uma estrada, passados dois ou três dias há um novo desabamento», referiu.
Além dos impactos nas estradas e acessos rurais, há também danos em equipamentos públicos, como o Campus Educativo, e em infraestruturas desportivas como o Campo da Bela Vista, no Seixo da Beira. Desta forma, o presidente não tem dúvidas de que os prejuízos já ultrapassaram os dois milhões de euros estimados na semana passada.
A concluir, o autarca apelou à prudência e à colaboração dos cidadãos, lembrando que «cada cidadão é um agente de proteção civil».
Na ocasião, José Carlos Marques, coordenador municipal da Proteção Civil, deu conta de algumas ocorrências significativas, com especial incidência em zonas de relevo, como o Vale do Alva, onde os deslizamentos de terras e movimentos de massa «são uma constante». O responsável alertou que as próximas horas exigem «muita cautela e precaução», já que os solos estão saturados, aumentando o risco de novos deslizamentos, sobretudo em zonas fragilizadas devido aos incêndios.

Fevereiro 11, 2026 . 20:54

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