
Espetáculo solidário ajuda Cercimira a erguer valência
“Entre Portas” é o título do espetáculo solidário que a Cercimira - Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Mira vai dinamizar, a 29 de março (16h00), no Multiusos de Febres (Cantanhede), com o objetivo de angariar fundos para erguer a nova Unidade Residencial e Bem-Estar (Urbe+), infraestrutura que servirá para aumentar a capacidade de resposta a utentes com deficiência e incapacidade.
O espetáculo, de acordo com Nuno Castelhano, e sem querer “levantar muito o véu”, é «um encontro entre dança, música e vida real». «Em cena, pessoas com deficiência que apoiamos partilham momentos de performance, entrelaçados com atuações musicais de artistas convidados, na mesma narrativa, o que significa o apoio residencial, para quem vive a diferença e para quem dela cuida», revela o diretor executivo da instituição, acrescentando: «“As Portas” tornam-se metáfora das barreiras, dos desafios e também das possibilidades de atravessar, abrir e transformar».
Os ingressos, que já se encontram à venda pelo preço de «10 euros», valor que reverterá na íntegra para a obra de construção da “Urbe+”, podem ser adquiridos de várias formas: através de pessoas que trabalhem na Cercimira, por e-mail ([email protected]) ou por telefone (231 489 560).
30 utentes em lista de espera
A “Urbe+” é um projeto que irá permitir à Cercimira aumentar a capacidade de apoio residencial para pessoas com deficiência e incapacidade. O projeto visa expandir a capacidade de 17 para 30 pessoas, através de três intervenções principais: a construção de um novo edifício, a reabilitação das instalações existentes e a construção de novas instalações para lavandaria e tratamento de roupa.
Este alargamento, precisa Nuno Castelhano, «é relevante devido ao aumento da procura por apoio social e à necessidade de atender mais pessoas que precisam de suporte residencial». «Atualmente temos mais de 30 pessoas em fila de espera» da sua área de influência (Mira, Cantanhede e Vagos)», afirmou.
A obra, avança o diretor executivo, «já está em marcha», prevendo-se que esteja concluída «em abril ou maio». No entanto, face à ausência de apoios públicos, a Cercimira decidiu «avançar com a obra utilizando fundos próprios». «A instituição tinha praticamente metade do valor necessário (700 mil euros), aos quais se juntaram 80 mil euros da Saint-Gobain Portugal e 50 mil euros do município de Mira. A restante verba terá de ser encontrada através de financiamentos alternativos, porque além da construção ainda é necessário equipar a infraestrutura», destacou Nuno Castelhano.












