
Diana Melo: “Grande paixão à modalidade levou a este apuramento espetacular”
Diário de Coimbra Com a casa as costas, a primeira volta toda sem o fator de visitadas, este apuramento para a fase seguinte do nacional é quase um milagre?
Diana Melo Tem sido uma época delicada da Briosa Secção de Patinagem. Tivemos uma época espetacular, toda no P3 (Pavilhão n.º 3 do Estádio Universitário de Coimbra). Depois é que fomos para Vilarinho. Vilarinho foi a resposta que a Secção conseguiu mas é uma pista pequena, chove lá dentro, com a atual situação do estado do tempo coloca a pista impraticável e é algo que tem sido bem complicado. Temos, então, uma primeira volta a treinar exclusivamente no Pavilhão de Vilarinho com estes constrangimentos de horários tardios, pista impraticável, cancelamentos de muitos treinos e, ainda, as dimensões da pista. Depois tivemos que fazer vários quilómetros na primeira volta. Na segunda volta, foi bem mais leve. Temos jogado no Pavilhão da Ventosa do Bairro. O nosso sonho é estar em Coimbra, na nossa cidade e a representar o nosso clube. Treinamos duas vezes em Vilarinho e uma na Ventosa. Mas acho, sobretudo, que toda a equipa e toda a gente tendo tido muita vontade que corra tudo bem. Temos sido tranquilos e compreensivos com várias situações. O facto de sermos assim, tão unidos, e termos uma grande paixão ao hóquei em patins, levou que conseguíssemos este espetacular apuramento para a fase seguinte do Nacional Feminino.
Terem conseguido este feito, desta forma, torna tudo ainda mais especial?
Sim. O que é difícil é bom. Estes constrangimentos, sabendo lidar com eles, podem ser aproveitados da melhor maneira. Correu bem mas podia até nem ter corrido. Só correndo bem é que é mais fácil falar assim. E estes são constrangimentos que não nos afetam só a nós mas a toda a secção. Estas miúdas, pela paixão e pelo respeito, fizeram com que conseguíssemos este feito.
Conseguiram ir tendo o apoio e o carinho das pessoas mesmo tendo em conta estas condicionantes?
Temos tido um apoio simpático e sincero de quem vai à Ventosa. O apoio seria sempre diferente se jogássemos em Coimbra. Teríamos mais pessoas a poderem estar presentes. A parte de jogarmos fora e longe é um constrangimento. Temos o apoio de todos os que têm de estar na mesa de jogo e que têm de se deslocar à Ventosa para estar connosco, do diretor de comunicação que se desloca também, e acho que, e quero salientar isso em grande, que temos um herói que é o presidente da secção numa época como esta. Estar à frente de uma secção da AAC, que por si já não é fácil, só um herói como o Paulo Peixoto que tem sido a pessoa que continua a acreditar e a trabalhar muito para que tudo aconteça.













