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Botânico com prejuízos avultados continua fechado

Ainda com danos por recuperar da tempestade Leslie, o Jardim Botânico da Universidade de Coimbra enfrenta agora novos prejuízos

Os prejuízos ainda não estão contabilizados e os danos continuam a surgir, tendo em conta que o mau tempo não dá tréguas. Se é certo que o grosso dos estragos foi registado no dia da passagem da tempestade Kristin, a verdade é que ainda há árvores que continuam a cair no Jardim Botânico da Universidade de Coimbra (JBUC), que permanece de portas encerradas por tempo indeterminado.

Teresa Girão, diretora do JBUC, já fez o reporte dos danos registados à Reitoria da Universidade de Coimbra, mas, alerta, os solos estão com muita água e continua vento forte, pelo que há exemplares que continuam a tombar. Ainda assim, a contabilidade já feita aponta para cerca de três dezenas de árvores derrubadas ou abatidas pela falta de condições de manutenção e muitos prejuízos ao nível das insfraestruturas físicas.

Entre os exemplares que não resistiram, no jardim clássico, há abetos, cedros e a «emblemática» tília localizada no patamar abaixo da avenida das tílias que «não resistiu». «Não caiu por completo, mas ficou de tal modo desequilibrada que não foi possível manter», esclarece Teresa Girão, assumindo como «provável» e desejável que «nasçam rebentos a partir dela e que, assim, se possa regenerar o jardim.

Também várias palmeiras, árvores de grande porte e com raízes superficiais, não resistiram ao mau tempo, acabando por tombar, algumas a causar danos nos muros e vedações do JBUC. Teresa Girão frisa, a propósito, que o muro no patamar da figueira estranguladora para o quadrado central ficou de tal forma danificado com a queda de uma palmeira que vai ser necessário impedir o acesso àquela zona quando o jardim reabrir.

Além destas espécies, também houve pinheiros e choupos afetados e, na mata, alguns exemplares da coleção de eucaliptos e loureiros.

Somam-se, na infraestruturas física, danos em muros e muretes, em gradeamentos, corrimões, pilares, guarda corpos, entre outros.

«Não tenho a contabilidade em termos de valor, mas serão prejuízos avultados, na ordem das dezenas, talvez centenas, de milhares de euros», aponta a diretora, recordando que o JBUC ainda não recuperou de alguns danos provocados pela tempestade Leslie, de 2018.

Nesta altura, segundo Teresa Girão, prosseguem os trabalhos de limpeza, priorizando o jardim clássico, que só avançam à medida que as condições meteorológicas o permitem. «As condições de segurança para os jardineiros no terreno nem sempre estão garantidas», adverte a diretora, informando também que do evoluir dos trabalhos de limpeza depende a reabertura do Jardim Botânico. É certo, garante, que até sexta-feira, dia em que será feito novo ponto de situação, o JBUC não reabrirá ao público.

Fevereiro 11, 2026 . 07:40

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