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EN110 sem solução de obra nem previsão de reabertura

Derrocada em Coimbra tem prejudicado essencialmente os utilizadores de Penacova. Autarcas pedem resposta que a Infraestruturas de Portugal, para já, não tem

A Estrada Nacional 110 (EN110), entre Coimbra e Penacova, vai continuar encerrada ao trânsito e sem qualquer previsão de reabertura. Segundo fonte da Infraestruturas de Portugal, as condições climatéricas adversas que se têm feito sentir têm impedido que a IP possa avaliar o estado da via e estudar medidas a implementar para reverter a situação verificada no dia 21 de janeiro.

«A IP tem vindo a acompanhar a sua evolução no local, não tendo sido possível, face às condições meteorológicas adversas que se verificam desde o dia da ocorrência, proceder a uma avaliação mais detalhada que permita caracterizar os danos e a solução a implementar», justifica a IP, num comunicado enviado ao Diário de Coimbra.

Refira-se que a derrocada na EN110 foi registada na zona do Casal da Misarela, no concelho de Coimbra, obrigando ao encerramento da via. «Só após a concretização desta avaliação mais aprofundada, poderemos avançar com os trabalhos necessários para a reposição da circulação rodoviária neste troço da ER110, não sendo, por esta razão, ainda possível adiantar uma previsão», justifica a IP.

Apesar de ocorrido no concelho de Coimbra, a verdade é que é a população do município de Penacova que mais sente os transtornos do encerramento da via, o que já levou os autarcas locais a reivindicarem uma solução. Álvaro Coimbra, presidente da Câmara de Penacova, frisa que apesar da EN110 ser uma via que «não tem o tráfego de outros tempos», a verdade é que continua a ter grande utilização, «quer pela população, quer pelos transportes públicos». «A IP não tem olhado para a EN110», acusa, frisando que a via tem «diversas patologias identificadas» que nunca mereceram uma resposta à altura. «Já alertámos a IP para esta situação, já alertámos o secretário de Estado, na semana passada conversei com a presidente da Câmara de Coimbra sobre esta situação que tem de ser resolvida o quanto antes», refere o autarca, frisando que a situação «é lesiva» para as populações.

Recordando que a EN110 foi a primeira «estrada verde» do país, Álvaro Coimbra lembra que «há taludes por solucionar», sinalização horizontal «deficiente» e «muretes que não estão nas melhores condições», a que se junta agora uma ocorrência de maior gravidade que ditou o encerramento da via. «Devia ter outro tratamento que não tem», acusa Álvaro Coimbra.

Também o presidente da Junta de Freguesia de Lorvão, João Mário Escada, já lamentou a situação e, numa carta aberta, denunciou o tratamento desigual que é dado à EN110 e ao IP3, que tem respostas céleres perante as adversidades. O autarca lembra que os utilizadores «são obrigados a recorrer a alternativas perigosas, com grandes declives, sem cobertura de rede móvel e que implicam custos acrescidos e evidentes para quem nelas circula» e frisa que no dia da derrocada no IP3, a 5 de fevereiro, a resposta foi «imediata», mas no caso da EN110, continua a faltar uma solução.

A IP admite que perante o clima adverso, falta capacidade de resposta. «Neste momento as equipas da IP encontram-se mobilizadas para acorrer às múltiplas situações que têm vindo a ocorrer como resultado da situação climatérica que tem vindo a assolar o país, sendo o objetivo essencial garantir as condições de mobilidade em segurança», refere, informando que o local da interdição «está devidamente sinalizado, bem como o percurso alternativo, que deverá ser feito através do IP3 ou da EN 17, via Vila Nova de Poiares».

Fevereiro 10, 2026 . 09:30

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