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Empresas de Penela somam prejuízos superiores a quatro milhões

Dados resultam de um primeiro levantamento e há muito por apurar. Falhas de energia elétrica e de comunicações não têm ajudado

Um levantamento preliminar dos danos provocados pelos recentes temporais, em especial a depressão Kristin, aponta para prejuízos superiores a quatro milhões de euros nas empresas de Penela. Os números foram avançados ontem pelo Município, depois de uma reunião do presidente da autarquia, Eduardo Nogueira dos Santos, com Alfredo Simões, presidente do Núcleo Empresarial de Penela.
Um encontro onde os dois responsáveis analisaram o levantamento efetuado, com base nos dados recolhidas por ambas as entidades, junto de «mais de três dezenas de empresas». Um valor «ainda bastante conservador», ressalva nota da autarquia, tendo em conta que «algumas empresas ainda se encontram a efetuar o levantamento dos danos».
Os prejuízos já contabilizados são de vária ordem, com destaque especial para o «impacto em estruturas e edifícios», em alguns casos «limitadores e até inibidores do desenvolvimento da atividade económica», sublinha a nota.

Em diferentes frentes, o concelho está a tentar recuperar do «rasto de destruição» que o temporal deixou

Razões que levam Eduardo Nogueira dos Santos a reforçar a «necessidade de os mecanismos de apoio serem céleres e ágeis e que possam estar à disposição dos empresários de imediato, para que a atividade económica nestes concelhos não seja ainda mais penalizada». Citado na nota, o presidente da Câmara de Penela destacou, ainda, «a resiliência e a força dos empresários e trabalhadores, que mesmo em situações de dificuldade, já deram provas da sua capacidade de superação e vontade de recuperar».
O levantamento dos prejuízos continua a ser efetuado, com equipas no terreno e a autarquia também criou um contato de email ([email protected]), para o qual os munícipes podem reportar as diferentes situações.

Em diferentes frentes, o concelho está a tentar recuperar do «rasto de destruição» que o temporal deixou, também em equipamentos públicos, vias de comunicação e outras estruturas. Um «trabalho muito exigente de resposta à população», sublinha o presidente, protagonizado pelos «bombeiros, equipas de diversas áreas da autarquia, GNR, sapadores florestais, militares, empresas ativadas pela Proteção Civil Municipal e Juntas de Freguesia, que desde a primeira hora estão no terreno a responder às necessidades e a acompanhar a situação», adianta. «É, de facto, impressionante verificar a mobilização coletiva e a solidariedade existente, o que nos dá força para continuar o trabalho e o desafio que é tentar recuperar em condições meteorológicas adversas», diz Eduardo Nogueira dos Santos.
Apesar desta vontade férrea, continuam a registar-se «várias limitações», nomeadamente «falhas no fornecimento de energia elétrica e de comunicações» e também “falha” a «reposição de telhados e cobertura», faz notar a autarquia.

Fevereiro 7, 2026 . 08:00

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