
Condução perigosa leva jovem condutor a tribunal
Num curto percurso, entre a Praça João Paulo II e a Rua Dr. Augusto Simões Rocha, o condutor fez mil e uma tropelias e cometeu infrações consideradas graves. Hoje senta-se no banco dos réus e responde por um crime de condução perigosa. Uma verdadeira saga, digna de Hollywood, mas com contornos bem reais e perigosos. Aconteceu em Coimbra, em setembro do ano passado.
Depois de ter “bebido uns copos”, o jovem pegou no carro, por volta das 6h00 da manhã. Ao lado, sentou-se um amigo e juntos começaram a “odisseia”, com primeira paragem dada por ordem da PSP, que efetuava uma operação de fiscalização rodoviária na zona da chamada “Rotunda do Papa”. O agente deu “ordem de paragem” ao condutor que, ao invés de parar, avançou com “prego a fundo”, colocando-se em fuga. Isso mesmo refere a acusação, da responsabilidade do Ministério Público (MP) a que o Diário de Coimbra teve acesso.
A grande velocidade, o arguido ultrapassou as ruas de Tomar e Pedro Monteiro, chegando à Dr. Augusto Rocha, onde desrespeitou o sinal vermelho do semáforo e avançou para o Largo da Cruz de Celas, «imprimindo ao veículo automóvel que tripulava uma velocidade não concretamente apurada, mas seguramente superior a 50km/hora», refere a acusação, que realça o facto de o condutor ter atravessado a praça «alheio aos veículos que ali transitavam», obrigando os respetivos condutores a uma imobilização brusca e «repentina», «para evitarem a colisão».
Atrás do condutor em fuga seguiu um agente da PSP, num motociclo, em sua perseguição, «devidamente sinalizada através de sinais sonoros e luminosos», o que parece ter imprimido mais velocidade ao fugitivo. Isto porque, de acordo com o MP, este prosseguiu em direção à Rua Bernardo de Albuquerque, onde terá ultrapassado os 120km/hora. Condução perigosa que mostrou os seus efeitos, logo a seguir, pois «ao chegar ao entroncamento com a Avenida Dr. Dias da Silva e com a Rua Capitão Luís Gonzaga», o condutor, na altura com 21 anos, «entrou em despiste» e, depois de «derrubar os pilares de segurança existentes no passeio», acabou «por embater com toda a força na parede do edifício com o número 6», refere o MP.
Mas as sequelas não se ficaram por aqui, uma vez que a força do embate foi de tal ordem que a viatura conduzida pelo arguido foi «projetada para trás, indo embater, com grande força» numa viatura que ali se encontrava estacionada, «causando-lhe avultados estragos na parte frontal».
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