
Comunidade “RPG” tem crescido cheia de diversão
O “RolMeet Centro” passou ontem por Coimbra, fruto do trabalho dos Bardos do Mondego, da Secção de Jogos de Tabuleiro da Associação Académica de Coimbra (SJ/AAC) e da Akio Cosplay. Mesmo com o rescaldo de uma tempestade ainda a acontecer, o resultado do evento foi positivo e a solidariedade esteve sempre presente.
A Depressão Kristin continua a manter-se nos assuntos do dia e o “RolMeet Centro” não passou indiferente ao momento. Com 80 pessoas inscritas nas diversas atividades e cerca de 100 participantes esperados ao longo do dia, a decisão foi de arranjar uma forma de ajudar quem mais precisa. «Decidimos angariar fundos para ajudar uma aldeia [Amor] em Leiria. Fazemos o que pudemos, com o que temos, é o melhor que conseguimos» contou Catarina Silva, “Cat”, dos Bardos do Mondego, uma das organizadoras do evento.
Se a vertente social não esteve esquecida, o que também não passou despercebido foram os sorrisos na cara dos vários visitantes, que se juntavam em mesas para desfrutar de um momento de jogo entre amigos. «Temos 10 mesas com cerca de seis pessoas, cada uma no seu jogo» explica Catarina. «Temos perto de 80 inscritos e vão passando alguns curiosos. Também estão aqui bancas de artistas que podem vender a sua arte livremente» o que também foi um ponto importante para os visitantes.
Marco Mendes, de 43 anos, visitou o mercado para ir buscar fruta, mas acabou a passear pelo recinto para «ver os bonecos». «Olhei para ali e vi um Sanji [personagem do anime “One Piece”] e fiquei curioso», uma curiosidade que o levou a percorrer os corredores e, admite, «talvez volte noutro evento».
Jogos narrativos têm vindo a crescer na sua popularidade em Coimbra e o objetivo é continuar a juntar uma comunidade tolerante e inclusiva
Também em conversa com o Diário de Coimbra esteve André Maia, também dos Bardos do Mondego, que relembrou os «encontros às quintas-feiras», na Taberna Top Deck, na Rua do Brasil, que contam com uma grande adesão. «Este é o culminar de um trabalho que já conta com dois anos» sublinha, relembrando que os eventos não se fazem sozinhos e que «tenho de agradecer ao Mercado e às organizações aqui de Coimbra que apoiam este tipo de eventos».
Em 2025 os Bardos do Mondego marcaram presença na Feira Popular, o que foi «muito importante» e ajudou a mostrar as suas intenções. «Queremos descentralizar este tipo de eventos de Lisboa e do Porto e trazê-los para Coimbra. Termos adesão e apoio é muito importante», adiantou André Maia.
Para além dos jogos de narração (os “role-playing games” ou “RPG”) também houve espaço para debate, com uma palestra sob o tema “Existe discriminação de género nos tabletop games em Portugal?”, pela presidente da Associação Quebrados, Carolina Dias, e ainda, uma exibição de trajes de “cosplay”.
Catarina reforçou, também, que «apesar de ter sido organizado com pouco tempo» foi um evento de sucesso, e prevê-se repetição. «Queremos tentar, talvez, fazer um evento de dois em dois meses, mas primeiro teremos de fazer um balanço» equacionou André Maia.











