
Ventos chegaram aos 202 km/hora na região de Coimbra
O vento chegou aos 202 km/hora no "pico" da passagem da depressão Kristin por Coimbra.
A informação foi avançada ao Diário de Coimbra por Carlos Tavares, comandante sub-regional de Coimbra da Proteção Civil, que num balanço perto da hora do almoço de ontem falava num fenómeno que passou muito rápido, mas que entrou «com violência e com grau de destruição muito elevado» na região de Coimbra, com efeitos nos seus 19 municípios.
«Em suma, há 19 municípios afetados», esclarece o responsável, destacando os concelhos de Coimbra, Figueira da Foz, Mira e Cantanhede, mas também de Montemor-o-Velho, Condeixa, Penela, Miranda do Corvo e Soure, concelho onde existe uma estação meteorológica do IPMA que registou os tais 202 km/hora, bem mais do que os 180 km/hora que se previam, adiantou Carlos Luís Tavares.
Fazendo um pequeno intervalo no briefing que, durante o dia de ontem, juntou nas instalações do Comando SubRegional representantes de várias entidades da Proteção Civil, e sem ter ainda dados concretos para cada concelho, que foram sendo divulgados ao longo do dia por cada município, o responsável fala numa panóplia elevada de ocorrências relacionadas com a passagem da depressão
Kristin, com destaque para «árvores arrancadas, assim como telhados e outro tipo de estruturas», de edifícios privados e também institucionais como Finanças, escolas e até corporações de bombeiros, como é o caso de Penela.
“Dias” para tudo voltar à normalidade
Um rasto de destruição em toda a região de tal maneira, afiança Carlos Tavares, que «vai demorar dias» a tudo «voltar à normalidade». «Há municípios severamente atacados e o grau de destruição muito elevado», afirma, congratulando-se por, pelo menos, não haver qualquer ferido a registar, nem pessoas desalojadas por toda a região de Coimbra, aproveitando para agradecer pelo «excelente trabalho» feito pelos serviços municipais de Proteção Civil, assim como por «todos os agentes de proteção civil que fizeram prevenção no terreno» e que foram «incansáveis na resposta» a todas as ocorrências nos vários municípios. Com todos os meios no terreno para resolver as várias consequências da passagem na Kristin na região, Carlos Luís Tavares garante que a principal preocupação é agora, «que tudo volte à normalidade», consciente de que, face à destruição que causou em vários concelhos, tal poderá demorar dias.












