
IA pode vir a reforçar a proteção dos oceanos
A Inteligência Artificial (IA) pode vir a desempenhar um papel fundamental na proteção dos ecossistemas marinhos e segurança dos oceanos. Catarina Silva, investigadora do Centro de Ecologia Funcional (CFE) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), apresentou de forma inédita um «guia prático» que junta a inteligência artificial (IA) à proteção aplicada a ecossistemas do mar.
Foi através de uma trabalho coordenado pelo centro AZTI - Marine and Food Research, defende que a IA «não deve substituir, mas sim reforçar, a aptidão humana de tomar decisões informadas sobre o oceano». Este apoio pode partir da implementação de câmaras em embarcações de pesca ou até «modelos que preveem a saúde do oceano».
Com um enquadramento proposto baseado em três pilares, para desenvolver um quadro de ação da IA marinha «fiável, ética e cientificamente robusta», o projeto inicia-se «num contexto em que a sua adoção [da inteligência artificial] cresce rapidamente» mas em que a «regulação permanece fragmentada a nível global».
Em análise a esta iniciativa pragmática e inovadora, José Fernandes, especialista em IA do centro AZTI, reflete que «estamos a assistir a um aumento massivo na utilização de algoritmos de IA, mas estes algoritmos muitas vezes não correspondem às expectativas». Ainda em declarações, sublinha que «a questão-chave é: quanta confiança podemos depositar nos algoritmos de IA», referindo que «o nosso trabalho estabelece como garantir essa confiança, combinando ciência, ética e envolvimento do setor».
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