
Um ano de esperança e apoio psicológico
A Associação Portuguesa do Cancro no Cérebro (APCCEREBRO) assinalou o seu primeiro aniversário com um balanço marcado por conquistas significativas na ajuda a doentes, familiares e cuidadores. Criada para colmatar a ausência de acompanhamento e informação acessível, a associação conseguiu, em apenas um ano, estabelecer um serviço gratuito e robusto de apoio psicológico e emocional, inteiramente sustentado por voluntários. Este serviço tem sido fundamental para quem vive a realidade dos tumores do sistema nervoso central, doenças que ainda carregam um forte estigma e são muitas vezes encaradas como uma sentença de morte.
Renato Daniel, presidente da APCCEREBRO, explica que «apesar de existirem diagnósticos com taxas elevadas de mortalidade, há hoje soluções e abordagens que desafiam esta visão negativa». Além do gabinete de apoio, a associação lançou uma linha telefónica de apoio emocional, em parceria com a Associação Académica de Coimbra e a SOS Estudante, oferecendo uma voz amiga para doentes e familiares em momentos de fragilidade. O percurso da APCCEREBRO inclui também campanhas de sensibilização e iniciativas culturais e desportivas que visam mobilizar a comunidade.
Para o futuro, a associação pretende reforçar os seus serviços com mais voluntários e profissionais, ampliar o financiamento e iniciar projetos de investigação científica. Está já em curso o inquérito nacional “Viver com Glioma 2026” (um tipo de tumor cerebral que se desenvolve nas células gliais), que visa recolher dados sobre o impacto clínico, social e emocional da doença, contribuindo para uma melhor compreensão da realidade dos doentes e para a definição de respostas mais eficazes.











