
Misericórdia doa carrinha e fica a promessa de lar para a APPACDM
Um autocarro de 19 lugares foi doado à Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) pela Santa Casa da Misericórdia de Coimbra e estará à disposição da associação para efetuar o transporte diário dos utentes entre as suas casas e o Centro de Atividades para a Capacitação e Inclusão.
«Para nós trata-se de um protocolo “óbvio” com a APPACDM e é com enorme alegria que o fazemos», adiantou Tiago Mariz, provedor daquela instituição.
Durante a cerimónia de assinatura do protocolo, Tiago Mariz, provedor da Santa Casa da Misericórdia desde agosto do ano passado, sublinhou que a ligação entre as duas instituições não se esgotaria com a entrega da viatura e, numa perspetiva de futuro, deixou a promessa de avançarem com a construção de um lar residencial para pessoas com deficiência.
Helena Albuquerque, presidente da APPACDM de Coimbra, partilhou da felicidade de ver concretizado este protocolo que é uma mais-valia para manter o conforto e a segurança no transporte diário dos utentes para as diferentes valências da associação.
«Ter mais um autocarro com capacidade de 19 lugares é muito importante para realizar o transporte que é cada vez mais difícil», desabafou.
Protocolo foi assinado entre Helena Albuquerque, Tiago Mariz e Luís José Cabo
Em causa está a «falta de motoristas» para conduzir as viaturas e, além disso, destacou o custo financeiro elevado para a instituição que tem de garantir a deslocação dos seus utentes entre as suas residências e as diferentes valências da APPACDM.
«Anualmente, gastamos cerca de 300 mil euros nos transportes dos nossos utentes», explicou Helena Albuquerque.
Os desafios das associações que trabalham no apoio social são muitos e diversos, mas a presidente da APPACDM de Coimbra destacou durante a assinatura deste protocolo a necessidade de criar lares residenciais para pessoas seniores com deficiência.
«O envelhecimento nesta população é um problema novo, um problema social que surgiu nos últimos anos e que encaixa em duas linhas de atuação - o da deficiência e o envelhecimento», salientou. Nesse sentido, defendeu que é «urgente» avançar com a construção, pensada para as pessoas com deficiência que não tendo respostas sociais acabam por ser dirigidas para lares de seniores, o que, para Helena Albuquerque, não é correto. «Somos contra a introdução destas pessoas em lares, porque as necessidades não se coadunam com a realidade dos lares», afirmou.
«O apoio às pessoas com deficiência não é uma das áreas de atuação da Misericórdia», disse, contudo, com o apoio da APPACDM «iremos “entrar” neste setor». Para o futuro as duas instituições idealizam avançar para a construção de um lar residencial no concelho de Coimbra, unindo esforços para colmatar esta necessidade no apoio social a estas pessoas.











