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iParque passa a GOCoimbra para “salto” económico

Agência terá quatro funções centrais e irá trabalhar em rede com toda a região, disse vice-presidente Miguel Antunes

O iParque é agora GOCoimbra, Agência Municipal para o Investimento e Inovação, disse ontem o vice-presidente Miguel Antunes, ao sustentar que «a transformação não é um rebranding, não é cosmética, não é apenas reorganização institucional», mas sim, e «assumidamente, uma mudança de paradigma».
O iParque «cumpriu o seu papel enquanto gestor de ativos, de um parque empresarial», mas «hoje precisamos de algo mais, precisamos de uma agência que crie valor, que integre talento, ciência e capital, que conheça o mundo e que ponha Coimbra no mapa», referiu o responsável pela área municipal de Empreendedorismo, Investimento e Emprego.
A GOCoimbra, precisou, «terá quatro funções centrais». Irá dar “Apoio ao Crescimento” a empresas que já investem em Coimbra, «para que cresçam em ambição, em riqueza e em retorno das oportunidades». Será “Sandbox de Inovação”, «para testar e acelerar soluções em contexto real dos clusters de Saúde e Farma, Aeroespacial e Defesa e a Economia Verde, entre outros, assim como a tecnologia, a educação e a construção», especificou.
Noutra função central – “Tríplice Integração Ciência‑Talento‑Capital” – vai procurar «transformar conhecimento em empresas, produtos, exportações e em riqueza». Acresce a função de “Diplomacia Económica” em dupla via: «levar Coimbra ao mundo e trazer o mundo a Coimbra», sublinhou Miguel Antunes que, ao contextualizar a agência, falou da passagem de «um modelo fragmentado para uma plataforma pronta a receber investimento, a apoiar empresas e pronta a decidir».
O vice-presidente divulgou ainda que estão a ser definidas metas objetivas, transparentes e auditáveis, alinhadas com o que Coimbra precisa, para empresas, trabalhadores, estudantes, investidores e famílias, que serão divulgadas pelo novo Conselho de Administração.
Adiantou, no entanto, que a «ambição não cabe dentro das fronteiras do concelho» e «Coimbra tem de trabalhar em rede com toda a região, somando massa crítica na saúde, ciência, tecnologia, indústria e economia verde». E «tem de reforçar o seu papel natural como charneira entre Lisboa e o Norte, como centro académico, logístico e empresarial», acrescentou, para depois assumir que «a GOCoimbra será o nó que unirá universidades, politécnico, unidades de saúde, empresas, associações, entidades regionais e agências nacionais», com «uma estratégia comum».
Na abordagem à questão, no período de antes da ordem do dia da reunião camarária, Miguel Antunes observou que, em 2023, o valor criado pelas empresas de Coimbra foi de 1.317 milhões de euros». É significativo, mas, deixou perceber, está atrás de Aveiro, Braga e Leiria.
Os novos administradores da agora agência, João Ramalhete Carvalho, Rui Duarte e Raquel Veiga tomam posse a 2 de fevereiro.

Janeiro 27, 2026 . 10:30

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