
“É uma loucura vencer o Monte Carlo”: Solberg ainda a assimilar feito histórico no WRC
O nome de Oliver Solberg ficou gravado na história do Mundial de Ralis no domingo, ao tornar-se o mais jovem vencedor de sempre de uma prova do WRC. No final do Rallye Monte Carlo, o piloto de 24 anos confessou que ainda estava a tentar perceber a dimensão do feito, alcançado perante alguns dos maiores nomes da modalidade.
“É uma loucura estar aqui rodeado de lendas e poder dizer que venci o Rallye Monte Carlo, o rali mais singular, louco e difícil do ano”, afirmou Solberg, na conferência de imprensa pós-prova, onde partilhou a mesa com Elfyn Evans e o decacampeão Sébastien Ogier, que superou na classificação final.
Visivelmente emocionado, o jovem piloto da Toyota Gazoo Racing explicou que a intensidade da prova o deixou esgotado. “Estou um pouco sem palavras porque me sinto meio vazio agora. Estive tão concentrado durante todo o fim de semana. Foi preciso 110% de concentração, com condições extremamente difíceis”, sublinhou.
A 94.ª edição do Rallye Monte Carlo voltou a justificar a sua reputação, com mudanças constantes nas condições meteorológicas. Nevoeiro, neve, gelo e chuva intensa colocaram à prova a capacidade de adaptação das equipas e tornaram a escolha de pneus decisiva ao longo de todo o rali.
Ao contrário de uma abordagem mais conservadora, Solberg e o copiloto Elliott Edmondson optaram por atacar, sobretudo nos troços mais traiçoeiros. “Eu e o Elliott fizemos um ótimo trabalho juntos para ganhar vantagem onde pudemos. Arriscámos bastante na neve e no gelo para fazer a diferença, porque na pista seca é mais difícil”, explicou.
Essa estratégia revelou-se fundamental logo na noite de quinta-feira, quando conquistaram uma vantagem inicial que acabaria por ser determinante, apesar de alguns momentos de maior tensão. No sábado, Solberg saiu de estrada e, já no domingo, ultrapassou por duas vezes os limites da pista, situações que quase comprometeram a vitória.
“Foi muito divertido, desafiador e stressante. Tudo o que vivi neste fim de semana, nunca tinha vivido antes”, disse, entre risos, reconhecendo que a sorte também teve um papel. “Acho que é preciso sorte para vencer um rali como este.”
No final, o piloto não escondeu a satisfação por alcançar o triunfo logo no início da época e na estreia em asfalto com a equipa. “Primeira vez no carro no asfalto, primeiro rali do ano com a equipa e vencer é um sonho realizado. Um grande obrigado à Toyota pela confiança e por acreditar em nós. É absolutamente incrível.”












