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Filarmónica Maiorquense celebra 178 anos ao serviço da cultura

Sessão solene e animação com prata da casa acontecem esta tarde, a partir das 15h00, e direção espera ter plateia cheia, algo que não tem acontecido ao longo do ano.

Fundada em 1848, a Associação Musical União Filarmónica Maiorquense assinala hoje o seu 178.º aniversário. Do programa das comemorações da efeméride consta, pelas 14h00, o hastear da bandeira, seguindo-se uma romagem ao cemitério local em memória dos sócios falecidos. O ponto alto acontece com a realização da sessão solene, a partir das 15h00, em que a direção daquela coletividade de Maiorca gostava de ver a casa cheia, algo que não tem acontecido ao longo do ano.

«Nós estamos aqui por carolice e fazemos o máximo de atividades que conseguimos. Divulgamos nas redes sociais e espalhamos cartazes pela freguesia, mas depois tivemos situações em que a plateia esteve quase vazia a um domingo à tarde… senti vergonha», confessou Marina Sargaço de Sousa, em declarações ao Diário de Coimbra, referindo que «as pessoas não estão recetivas» às iniciativas dinamizadas pela associação e que se verifica, cada vez mais, o seu afastamento do movimento associativo.

A atual direção segurou o leme da Filarmónica Maiorquense em abril de 2025 e a sua presidente garantiu ao nosso jornal que se têm «desdobrado para tentar levar o barco no bom caminho» Por isso, em dia de festa de uma instituição centenária ao serviço da cultura e da qual sente um «orgulho imenso», Marina Sargaço de Sousa deixa o convite para que a comunidade apareça e fique a conhecer um pouco do trabalho que é feito, já que a animação estará a cargo da prata da casa. Refira--se que, após a sessão solene, haverá um concerto pela Banda Filarmónica da associação, seguindo-se a atuação dos dois grupos de ranchos folclóricos, um infantil (com seis pares) e o outro de adultos (com cerca de 40 elementos). As comemorações terminarão com um lanche de convívio entre todos os presentes.

De mencionar também que a banda filarmónica conta com cerca de 40 elementos, tendo o mais velho 56 anos e o mais novo 15, enquanto a escola de música soma cerca de 20 alunos. Ambas dirigidas por Rui Cantante, a direção teceu elogios ao trabalho desenvolvido pelo maestro, que tem conseguido integrar os alunos da escola de música na filarmónica, para além de dinamizar e participar ao longo do ano em várias iniciativas com os músicos.

A título de exemplo, no âmbito do projeto Orquestrae - ciclo de concertos de prestígio no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz - a banda da União Filarmónica Maiorquense subirá ao palco com a banda da Sociedade Boa União Alhadense para uma atuação com o artista Toy, em novembro deste ano. «Nós já estamos a assumir compromissos que vão além do nosso mandato, por isso, seria bom que a população reconhecesse o trabalho desta direção», sublinhou Marina Sargaço de Sousa.

Janeiro 25, 2026 . 13:30

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