
Tempestade causa um morto na Grécia e vários deslocados em Itália
Uma morte e inundações na Grécia, bem como pessoas retiradas de casa e escolas fechadas em Itália, são alguns efeitos causados pela tempestade Harry no sul da Europa, quando Portugal se prepara para a Ingrid, uma nova tempestade.
A Grécia sofreu hoje uma forte tempestade de chuvas torrenciais, nevões e ventos fortes que causaram a morte de uma pessoa e provocaram inundações significativas em várias zonas de Atenas, a capital do país.
A tempestade colocou a maior parte da Grécia em alerta vermelho e causou a morte de um guarda-costas na vila costeira de Paralio Astros, na península do Peloponeso (sul).
O homem tinha-se deslocado com os seus colegas ao porto da vila para ajudar a garantir que os barcos no cais não fossem levados ou afundados pelas fortes ondas, informou o ministro dos Assuntos Marítimos da Grécia, Vasilis Kikilias.
Em Atenas, duas estações de metro tiveram de fechar por ficarem inundadas, enquanto nos subúrbios de Glyfada, Voula e Vouliagmeni, situados a cerca de 14 quilómetros a leste do centro da capital, várias ruas transformaram-se em rios que arrastaram carros e inundaram caves e lojas.
Os Bombeiros receberam cerca de 190 chamadas apenas na região da capital Ática para drenar espaços interiores inundados ou remover árvores derrubadas pelo vento.
A Proteção Civil tinha enviado de manhã avisos de emergência aos residentes da Ática (centro), da ilha de Eubeia, da região da Beócia (centro) e do Peloponeso (sul), instando-os a "reduzir os seus deslocamentos" ao mínimo possível.
No Peloponeso, onde os ventos são especialmente fortes, foram canceladas várias ligações de comboio. Ática, Peloponeso, Grécia Central, Macedónia Ocidental, Tessália e as ilhas do norte do Egeu ativaram o alerta vermelho.
Em Itália, pessoas tiveram de ser retiradas das suas casas e escolas encerradas. Foram retirasdas dezenas de famílias de casa e foram encerradas escolas em várias províncias do sul do país. As zonas da Calábria, Sicília e Sardenha mantêm o alerta vermelho.
Os avisos de nível máximo permanecem ativos em vários locais destas três regiões, onde as chuvas torrenciais e ventos de até 120 quilómetros por hora provocaram inundações e danos nas infraestruturas.
A ilha da Sicília é uma das regiões mais afetadas pelo temporal, com mais de 200 pessoas retiradas das suas populações e danos na rede ferroviária.
Por sua vez, Portugal viveu um dia de chuva, especialmente intensa na costa norte, e neve nos pontos mais elevados como prelúdio da tempestade Ingrid a partir de amanhã, que pode provocar ondas de até 15 metros de altura.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) mantém em nível amarelo os distritos de Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Faro, Leiria, Lisboa, Porto, Setúbal e Viana do Castelo devido ao forte ondulação, que deverá passar para o nível laranja nas próximas horas.
Em paralelo, Braga, Castelo Branco, Guarda, Viana do Castelo e Vila Real estão em aviso amarelo devido à queda de neve.
A passagem da depressão Ingrid é esperada para a tarde de quinta-feira e trará chuva intensa, granizo e trovoadas, enquanto se prevê neve acima dos 800 metros, um cota que poderá descer para os 600 metros entre sexta e sábado.











