
Enforcou três cachorros e agora pode vir a cumprir pena de prisão
Tal como o nosso jornal noticiou, em primeira mão, o arguido, de 80 anos, está acusado pelo Ministério Público pela prática de três crimes de morte e maus tratos de animal de companhia. Crimes que têm uma moldura penal que pode ir até aos dois anos e seis meses de prisão.
Além disso, o Ministério Público defende que o arguido seja condenado numa pena acessória que pode passar pela “privação do direito de detenção de animais de companhia” por um período a determinar pelo tribunal.
Segundo o despacho de acusação, o homem, residente em Taboeira, Febres, tinha uma cadela de raça Pitbull Terrier que, em abril de 2024, pariu três filhotes. Apuraram os investigadores que quando os animais tinham entre três a quatro semanas o arguido decidiu matá-los. Para o efeito, «enrolou em volta do pescoço dos três cachorros um pedaço de corda de nylon, efetuando uma laçada, colocando de seguida os animais em suspensão, asfixiando-os e causando dessa forma a sua morte».
Foi efetuada uma necrópsia, apurando-se que a causa da morte dos referidos animais «foi a asfixia mecânica por constrição da garganta» sem que, acrescenta o MP, o arguido tivesse qualquer motivo para o fazer. Junto ao processo estão, aliás, fotografias que mostram os cachorros pendurados numa viga de cimento.
«As circunstâncias em que o arguido atuou, ao enforcar os três cachorros, conhecendo a sua fragilidade, fruto da sua idade, e sabendo que pendurar os mesmos pelo pescoço ia privá-los de oxigénio e causar a sua morte, revela a crueldade e a perversidade do mesmo», acrescenta o Ministério Público.
Contactado pelo nosso jornal, o defensor do arguido - o advogado Vitor Gaspar – remeteu qualquer comentário para a fase de julgamento, que vai agora arrancar no Tribunal de Cantanhede.












